E passou o 1º debate eleitoral do 2º turno, ufa!

A bela interpretação da Orquestra Filarmônica Bachiana do SESI de São Paulo regida pelo maestro João Carlos Martins, acima na abertura do debate presidencial do 1º turno, retornou no debate do 2º turno. Talvez sob a sua inspiração deve ter ocorrido o único momento mais ameno do debate entre Serra e Dilma quando ainda parecia que poderíamos ver troca de ideias e apresentação de propostas, quando cada um disse .

Todavia, quando se partiu para “candidato pergunta para candidato” de pronto o debate de ideias e propostas é abandonado e já se parti para o ataque pessoal, responsável por isso? A candidata Dilma Rousseff,  sorteada para iniciar essa fase, posando de vítima ofendidíssima (como se fosse a única a sofrer ataques pessoais durante estas eleições*), investe em um ataque enraivecido como um rotweiller robotizado. A resposta de Serra, ponderada e serena, enumera fatos, esclarece.

Nervosa, mal articulada, insegura, atropelando-se na fala, visivelmente perturbada, um robô desengoçado que só consegue se sentir um pouco  mais à vontade do meio pra frente do debate. É incrível como, beneficiando-se dessa diminuição do desconforto, a edição desse  debate,  que se converteu em enfrentamento,  feita pelos marqueteiros de Dilma para o horário eleitoral ontem (11/10), mal consegue esconder o desengoçado robotismo da candidata, interpretando a irada ofendida.

Os três trechos a seguir, são contínuos, desde o início do debate, sem qualquer tipo de montagem. Eles só fazem evidenciar a insistência de Dilma em manter-se no eixo do vale-tudo eleitoral, levando o debate para esse campo.  Isso apesar de Serra, como se pode ver quando tem ele a chance de fazer a sua primeira pergunta, busca indicar o caminho do debate e da comparação das propostas no respeitante à segurança pública. Dilma sempre na base do “eu acho”, mostrando-se pouco à vontade no aprofundar das questões, mantem-se nas generalidades e acusações.

E mais uma vez confunde conceitos e terminologias (norma técnica com regulamentação) como no último debate anterior ao 1º turno, na Tv Globo (funcionalismo público com Petrobrás, logística com estratégico).

Infeliz também é a estratégia edipiana de bater na tecla de comparar o governos Lula e FHC, fazendo crer que Dilma é a reeleição de Lula e que Serra é a volta de FHC.  Argumentação falaciosa que faz parte da estratégia eleitoral de  esconder a falta de projeto da parte de Dilma. Tratam-se de quatro pessoas distintas, e fundamental é compreender quem são os candidatos e o que pensam sobre o país e como enfrentar os seus desafios com objetividade  e clareza.

Infelizmente, apesar da superioridade de Serra no debate e de ter resistido por algum tempo, foi também ele arrastado para o  tipo de confronto proposto por Dilma, só ressalvando-se o fato de não ter adotado o mesmo tom agressivo e destemperado de sua adversária.

*A candidata Dilma Rousseff  se vê extremamente incomodada quando se tenta decifrar o seu enigma, afinal quem a conhece efetivamente?, e se percorre o seu passado e a confrontamos com declarações por ela mesma emitidas. Isso só pode ser visto como um caso de ofensa pessoal  se houver alguma má intenção em se ocultar quem efetivamente é.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: