MARINA: Martin Luther King, Nelson Mandela e Mahatma Ghandi mostram ser possível fazer política universal com base em valores religiosos

“Os exemplos de cristãos como Martin Luther King e Nelson Mandela e do hindu Mahatma Ghandi mostram que é possível fazer política universal com base em valores religiosos, lembrou Marina Silva. “São inspiração para o mundo.”

Ao final da Plenária Nacional do PV, a senadora Marina Silva, ex-candidata do partido à Presidência da República, leu carta aberta destinada aos candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) para apresentar seus argumentos em defesa de um posicionamento independente no segundo turno da eleição presidencial.

“pragmatismo conservador e dualidade destrutiva”

“Quero afirmar que o fato de não ter optado por um alinhamento neste momento não significa neutralidade em relação aos rumos da campanha. Creio mesmo que uma posição de independência, reafirmando ideias e propostas, é a melhor forma de contribuir com o povo brasileiro”, afirmou Marina.

No documento, a senadora chamou a atenção para a história republicana do Brasil: “Vemos que ela é marcada pelo signo da dualidade, expressa sempre pela redução da disputa política ao confronto de duas forças determinadas a tornar hegemônico e excludente o poder de Estado. Republicanos X monarquistas, UDN X PSD, MDB X Arena e, agora, PT X PSDB”.

“Há que se perguntar por que PT e PSDB estão nessa lista. É uma ironia da História: dois partidos nascidos para afirmar a diversidade da sociedade brasileira, para quebrar a dualidade existente à época de suas formações, se deixaram capturar pela lógica do embate entre si até as últimas conseqüências”, afirmou a ex-presidenciável.

“Agora, o mergulho desses partidos (PT e PSDB) no pragmatismo da antiga lógica empobrece o horizonte da inadiável mudança política que o país reclama. A agressividade de seu confronto pelo poder sufoca a construção de uma cultura política de paz e o debate de projetos capazes de reconhecer e absorver com naturalidade as diferentes visões, conquistas e contribuições dos diferentes segmentos da sociedade, em nome do bem-comum”.

“a mensagem das urnas”

Ao analisar o resultado do primeiro turno da eleição presidencial, Marina diz que as urnas trouxeram “uma reação clara a esse estado de coisas, um sinal de seu esgotamento. A votação expressiva no projeto representado por minha candidatura e de Guilherme Leal sinaliza, sem dúvida, o desejo de um fazer político diferente”.

“Se soubermos aproveitá-la com humildade e sabedoria, a realização do segundo turno, tendo havido um terceiro concorrente com quase 20 milhões de votos, pode contribuir decisivamente para quebrar a dualidade histórica que tanto tem limitado os avanços políticos em nosso país”, disse.

“religião e política”

A respeito do apoio dos eleitores evangélicos, Marina afirmou que não usou sua vinculação à fé cristã evangélica como “arma eleitoral”.

Os exemplos de cristãos como Martin Luther King e Nelson Mandela e do hindu Mahatma Ghandi mostram que é possível fazer política universal com base em valores religiosos, lembrou. “São inspiração para o mundo.”

Leia: CARTA-ABERTA-MARINA-para-DILMA-E-SERRA

(Fonte: Blog da Marina, 17/10/2010 por Equipe Marina)

DECISÃO DO PARTIDO VERDE

Por 88 votos a 4, a Plenária Nacional do Partido Verde (PV) reunida em São Paulo no dia 17/X/2010 decidiu que a legenda não apoiará a nenhum dos candidatos que disputam o segundo turno da eleição presidencial.

A defesa da independência foi feita por dirigentes partidários, como José Luiz Penna e Alfredo Sirkis, respectivamente, presidente e vice-presidente do PV, pela senadora Marina Silva e por Guilherme Leal, que compuseram a chapa verde à Presidência da República.

Fernando Gabeira, que falou como decano dos candidatos aos governos estaduais, destacou a importância de que Marina e o partido caminhem juntos nesta etapa da disputa eleitoral. Gabeira e Sirkis ressaltaram já ser costume que os militantes do PV possam se manifestar individualmente, se assim o desejarem, mesmo contrariamente à decisão da maioria, qualquer que viesse a ser a deliberação, só não podendo falar em nome do partido ou usar seus símbolos partidários quando declararem o voto.

No evento, a senadora e candidata do PV à Presidência, Marina Silva, foi lida a carta aberta endereçada a Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), acima apresentada, na qual faz elogios a ambos, mas tece severas críticas ao rumo tomado pelas forças políticas neles representadas. Enfim, coerente com o seu discurso e com o peso de uma manifestação a favor de A ou B, Marina reservou-se o direito de não declarar o seu voto.

Outros integrantes do partido, estando livres para assim o fazerem, já se manifestaram. É o caso de, segundo o jornal O Globo e o site G1 de hoje   (18/X/2010), do ambientalista Fabio Feldmann (SP), dos deputados federais Fernando Gabeira (RJ) e Zequinha Sarney (MA).  O deputado federal Luiz Bassuma (BA) já tinha anteriormente se manifestado, como pode se ver em outro post (clicar aqui).

Fabio Feldmann, aqui inaugurando um comitê de campanha de sua candidatura ao governo de São Paulo pelo PV (02/08), no 2º turno vota em José Serra.

Fernando Gabeira do PV, agora no 2º turno, vota em José Serra do PSDB.

José Sarney Filho (Zequinha Sarney) do PV, no 2º turno, manifesta seu voto a favor de Dilma Rousseff, candidata do PT já apoiada por seu pai, o ex-presidente José Sarney do PMDB.

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