Desmontando a desmontagem da edição do Jornal Nacional

O tempo na tv é sabidamente curto, editar gravações é procedimento de qualquer jornalístico e isso necessariamente não significa uma intenção maldosa.
É preciso examinar caso a caso.
Observemos o caso presente, o da suposta “Bolinhagate“.

O vídeo da análise da edição do JN apenas e unicamente mostra que Serra não reagiu imediatamente ao que jogaram nele, e qual o problema disso?
Quantas vezes somos alvejados com algo e só após algum tempo reagimos ao impacto? Primeiro um incômodo e depois se faz sentir, só com o tempo, a dor ou qualquer outro efeito.

Onde uma reação retardada desqualifica alguém ter sido alvejado com objeto que o atordoe?

Diz o autor da análise da edição do vídeo abaixo exibido que não haveria objeto algum e sim um borrão da imagem, um borrão? Que borrão super conveniente, no caso claro de ser inintencional, pois aparece justamente alguns instantes antes de Serra levar a mão à cabeça.

No caso de ser intencional a conclusão é de ser um borrão burro, pois podia ter sido posto imediatamente antes de Serra levar a mão à cabeça, assim não levantaria o tipo de dúvida exibida pelo analista da edição do vídeo.

E, enfim, convenhamos, mais grave que esse alvejamento é o fato de, numa caminhada legítima de um candidato em campanha pela zona oeste, surgir um outro grupo, não a própria candidata adversária em agenda coincidente, mas um outro grupo com objetivo vistoso de antagonizar Serra. Nesse

Sandro de Oliveira Cezar, o Sandro "Mata Mosquito", ao lado do ministro Paulo Bernardo (abril de 2008). Foto: José Ribamar de Lima (no blog do SintSaúde RJ).

grupo, por exemplo, podia se ver, sem sombra de dúvida, o sindicalista Sandro Alex de Oliveira Cezar, conhecido como Sandro “Mata Mosquito”, candidato derrotado a deputado estadual pelo PT  nessas eleições, incitando quem o acompanhava a hostilizar a caminhada de Serra.

Sandro é também secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores no Combate às Endemias e Saúde Preventiva, o Sintsaúde RJ, e secretário de comunicação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS) para o triênio 2010-13, ambos filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT).

 

Aparelhamento: basta uma mera visita (clique na imagem) ao blog oficial do referido sindicato para se constatar o uso de sua estrutura, que seria de todos os trabalhadores no setor, para apoiar a candidatura pelo PT de Dilma Rousseff. Pode-se ver, entre outros, post de 18/10 convocando para uma atividade pró Dilma e em outro de 21/10 uma nota à imprensa assinada por Sandro Cezar, enquanto secretário geral do sindicato, atacando a candidatura de José Serra à presidência da República.

Em meio à pancadaria e bandeiradas, Serra teve de se refugiar numa loja. Como alguém pode ter controle em confusão de rua? Os manifestantes carregavam cartazes, gritavam e atiraram pedras na van onde estava a

Mariana Gross

comitiva de Serra. Uma jornalista, Mariana Gross da Globo, foi atingida. O que se deveria evitar é o começo, que galeras organizadas partam para o confronto a candidatos no seu livre ir-e-vir em campanha.

Onde estamos? Como a campanha foi chegar a esse ponto? Que tumultos assim não se transformem em hábito, pois estaríamos cedendo a táticas de intimidação fascista.

Reveja a agressão na íntegra:

Detalhes do incidente:  http://www.senado.gov.br/noticias

E também: fascismo de militantes petistas recebe apoio de Lula e Dilma!

O médico Jacob Kligerman, renomado oncologista, que atendeu Serra após a agressão e acusado por Lula de ter participado da montagem de uma farsa,

Clique na imagem e leia uma breve biografia do médico Jacob Kligerman na página do INCA (Instituto Nacional do Câncer) mantida pelo Ministério da Saúde.

diz já ter acionado o seu advogado para intimar uma retratação da parte de Lula,  mas espera que antes disso o presidente da República peça desculpas  pela ofensa a ele cometida:

“Aquilo não foi uma farsa, aquilo foi um atendimento médico. Eu senti a minha dignidade ofendida, pois eu estava praticando um ato médico. Tudo aquilo que eu disse no dia do acidente ocorreu. Eu quero uma retratação, pois minha dignidade médica foi ferida”, disse (leia detalhes de entrevistas por ele dadas em O Globo e Último Segundo).

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Uma resposta to “Desmontando a desmontagem da edição do Jornal Nacional”

  1. josé ribamar de lima Says:

    Boa noite parabens por informar ao povo a farça da globo, estive pessoalmente e fomos acusados de algo que não fizemos.

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