Leonardo Boff, mestre das palavras vazias? Desmistificando um falso debate.

A RESPEITO DO CONTRADITÓRIO DE LEONARDO BOFF A POLÊMICO ARTIGO DE REINALDO AZEVEDO COMENTANDO AS POSIÇÕES E O PENSAMENTO POLÍTICOS DE OSCAR NIEMEYER

Leonardo Boff

Clique aqui e leia na íntegra a resposta de Leonardo Boff (Carta Capital).

Reinaldo Azevedo

Clique aqui e leia na íntegra o artigo de Reinaldo Azevedo (Veja).

Será que ninguém se dá ao trabalho de ler ambos os artigos?

É muito mais fácil apontar em riste as alabardas ideológicas beneficiando-se do ambiente costumeiramente favorável  aos recém-falecidos e negar liminarmente que possa haver a possibilidade de discordância às unanimidades construídas midiáticamente!

Como devem fazer os historiadores, jornalistas, semioticistas e outros que fazem do seu ofício o exame atento dos textos, após ler o texto de Leonardo Boff fui à fonte pra ver o que tinha dito o artigo criticado pelo Boff e, surpresa, o artigo de Boff está longe de responder à análise desenvolvida por Reinaldo Azevedo, falseando amplamente o comentado por ele e as suas posições:

 

O articulista em questão, Reinaldo Azevedo, reproduz exatamente artigo de sua própria autoria por ocasião dos 99 anos de Niemeyer, no qual, em momento algum critica a obra de Niemeyer como arquiteto ou a sua genialidade neste campo, mas antes, isso sim, a elogia.

 

O que Reinaldo Azevedo observa é que a excelência de uma obra não avaliza as ideias do artista em outros setores do pensamento, particularmente a política, e, a partir daí, e de outros exemplos, questiona o comunismo de Niemeyer e seus posicionamentos ideológicos.

 

Claro, pode-se questionar a forma como o Reinaldo Azevedo coloca a sua avaliação, o calibre do tom, parecendo desrespeitoso, mas não o conteúdo do por ele afirmado.

 

A tese em si está corretíssima (a vida e o pensamento do autor, infelizmente, nem sempre correspondem à genialidade de suas obras e admirar a beleza destas não implica em concordar com os primeiros) e, já alertava Nelson Rodrigues, devemos tomar cuidado com os óbvios ululantes como aquele que Boff tenta construir em seu artigo de que Niemeyer seria inquestionável em todos os terrenos.

 

Perdoem-me quem aplaudiu o texto de Boff, mas, quando confrontado com o texto do Reinaldo que o motivou, o texto de Boff revela-se uma falácia. Ele esgrima com imagens e sentimentos, pra sensibilizar o leitor, mas é vazio de razão: um balão inflado!

 

Devemos tomar cuidado com as unanimidades impostas pela mídia. E olhe que, mesmo nos elogios da imprensa estrangeira à obra de Niemeyer, altissonantes, nem por isso se deixou de observar, que as últimas obras não traziam a mesma marca de inventividade.

 

Que se leiam os artigos do Reinaldo Azevedo e de Leonardo Boff, confrontando-os com espírito aberto e de modo independente da preferência ideológica que se possa ter por um dos dois articulistas.

Muito bom também para instruir o debate é ver o que diz o próprio Oscar Niemeyer a respeito de política (efetivo tema central deste debate) em uma entrevista amiga postada no blog “ComTextoLivre”. Clique na imagem abaixo para ir à entrevista:

Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares (1907-2012) fala de política

Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares (1907-2012) fala de política: ele por ele mesmo.

3 Respostas to “Leonardo Boff, mestre das palavras vazias? Desmistificando um falso debate.”

  1. Silva Says:

    De fato o Sr.Boff não conseguiu entender o que parece claro para qualquer um. Retirou do Sr.Reinaldo Azevedo o direito de expressar-se livremente sobre Oscar Niemeyer. Trata-se somente disto. O mesmo direito que ele exerce para criticar a Igreja, condenar o papa e endeusar o arquiteto. E pior ! Confundiu a opinião do blogueiro com a opinião de uma revista. O blogueiro falou por si mesmo. O Sr.Boff fingiu ter deflagrado um debate que na prática nunca existiu e suprimiu ao estilo autoritário da antiga Alemanha Oriental o direito lícito do Sr.Reinaldo de opinar sobre a obra e ideologias de Oscar Niemeyer. Nem mesmo lhe foi possível notar que o dito Reinaldo Azevedo esmerou-se em elogiar as obras do arquiteto, separando o trabalho das idéias. E o mais triste é que seus seguidores parecem gozar de um bloqueio mental de tal ordem que nem mesmo lhes foi viável perceber a falta de lucidez e caráter partidário e truculento implementados por Boff. Vivemos a época da imbecilidade plena e contundente. Os artigos de Boff são tão incompreensíveis que arrancam aplausos daqueles que não entendem e nojo daqueles que efetivamente percebem a habitual mania que lhe é própria de deturpar contextos e suprimir a verdade. A diferença entre Boff e Marinho Lutero é que o primeiro possui todos os defeitos do segundo e nenhuma de suas virtudes.

  2. Boff é uma tipo que mistura, Macedo, Lutero e Fidel.

    Tem ainda nele algo de Genoíno e Dirceu.

    O que poderia sair desta mistura ?

    É possível árvore má produzir bons frutos ?

    Acaso alguém que vê em Niemeyer um comunista ético e se diz solidiário ao Césare Batistti pode dizer algo que mereça atenção ?

    Só não sabemos o que nele é predominante. O ódio contra a virtude ou o gosto pela vileza ?

    Cada herege tem o guru que merece !

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