Archive for the Cristandade Category

PATRIMÔNIO E PRESENÇA CRISTÃ NA FORMAÇÃO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO

Posted in Brasilidade, Cristandade, Cultura, espiritualidade, Senso Religioso with tags , , , , , , , on 27/03/2015 by ehlsinore

Convite - 27mar2015 Palestra UNIRIO

Convite para a edição 2015 do Projeto de Extensão da UNIRIO: “Igrejas Históricas do Rio de Janeiro: descobrindo e revelando os seus acervos”.

1º momento: Abertura e Palestra PATRIMÔNIO E PRESENÇA CRISTÃ NA FORMAÇÃO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO (Prof. Manuel Rolph Cabeceiras) – dia 27 de março (sexta feira) na UNIRIO;

2º momento: VISITA GUIADA (Profª Márcia Valéria Rosa) às Igrejas Coloniais da Ordem Terceira do Carmo e da Santa Cruz dos Militares no centro do Rio de Janeiro (rua Primeiro de Março) – dia 11 de abril (sábado).

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A CRUZ E A REDE DE DORMIR: palestra na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), dia 6 de maio

Posted in Brasilidade, Cristandade, Cultura, Etnicidade, Identidade with tags , , , , , on 01/05/2014 by ehlsinore

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Documentos Oficiais da Igreja contra a escravidão

Posted in Alteridade, Cristandade, Cultura, Diversidade, Estado e Igreja, Etnicidade, Identidade, Inclusão Social, Papado, Pensamento Social with tags , , , , , , , , , , on 03/01/2013 by ehlsinore
Santos, negros e católicos, o cristianismo abraça a todos, rompendo as barreiras do mundo, fazendo todos nós irmãos na mesma Fé, filhos do Deus Uno e Trino!  Na terra Igreja militante, sinal da Igreja triunfante no céu!

Santos, negros e católicos, o cristianismo abraça a todos, rompendo as barreiras do mundo, fazendo todos nós irmãos na mesma Fé, filhos do Deus Uno e Trino! Na terra Igreja militante, sinal da Igreja triunfante no céu! Dica da postagem e do portal “Apologistas Católicos” de Luíza Hernandez, grato.

1 – Em 13 de Janeiro de 1435, através da bula Sicut Dudum, o papa Eugénio IV mandou RESTITUIR À LIBERDADE os cativos das ilhas Canárias.

2- Em 7 de setembro de 1462, o papa Pio II (1458-1464) deu instruções aos bispos contra os tratamentos dos negros proveniente da Etiópia condenando o comércio de escravos como magnum scelus (grande crime)

3- Em 1537, o papa Paulo III (1534-1549), através da bula Sublimus Dei (23 de Maio) e da encíclica Veritas ipsa (9 de Junho), lembrava aos cristãos que os índios “das partes ocidentais, e os do meio-dia, e DEMAIS GENTES”, eram SERES LIVRES POR NATUREZA.

4- Em 1571 Tomás de Mercado, TEÓLOGO DE SEVILHA, declarava DESUMANA E ILÍCITA A TRAFICÂNCIA DE ESCRAVOS. Em sua Summa de TRATOS Y CONTRATOS, este autor afirmava não haver justificativa para negócio tão infame.

5- O papa Gregório XIV (1590-1591) publicou a CUM SICUTI (1591) condenando a escravidão.

6- O papa Urbano VIII (1623-1644), também se pronunciou contra a escravidão na COMMISSUM NOBIS (1639).

7- O papa Bento XIV (1740-1758) na Bula IMMENSA PASTORUM escreveu: “…recebemos certas notícias não sem gravíssima tristeza de nosso ânimo paterno, depois de tantos conselhos dados pelos mesmos Romanos Pontífices, nossos Predecessores, depois de Constituições publicadas prescrevendo que aos infiéis do melhor -modo possível dever-se-ia prestar trabalho, auxílio, amparo, não descarregar injúrias, não flagelos, não ligames, NÃO ESCRAVIDÃO, não morte violenta, sob gravíssimas penas e censuras
eclesiásticas…”

8- O papa Gregório XVI (1831-1846) ao publicar a bula IN SUPREMO (1839) condenou a escravidão da seguinte forma: “Admoestamos os fiéis para que se abstenham do desumano tráfico dos negros ou de quaisquer outros homens que sejam…”

9- Em 1888, o Papa Leão XIII, na encíclica IN PLURIMIS, dirigida aos bispos do Brasil, pediu-lhes apoio ao Imperador (Dom Pedro II) e a sua filha (Princesa Isabel), na luta que estavam a travar pela abolição definitiva da escravidão.

Detalhe: Houve três papas africanos que vieram de uma região do norte da África, onde os povos eram predominantemente negros. Embora não haja nenhum retrato autêntico destes papas, há desenhos e referências na Enciclopédia Católica a respeito de serem africanos. Os nomes dos três papas africanos são Vencedor ou Victor, Gelasius , e Melquiades ou Miltiades.

Para citar:


VIANA, Marina. Documentos Oficiais da Igreja contra a escravidão. Disponível em: < http://www.apologistascatolicos.com/index.php/magisterio/documentos-eclesiasticos/decretos-e-bulas/506-documentos-oficiais-da-igreja-contra-a-escravidao>. Desde 27/03/2012

Adeste Fideles: noite jubilosa, é Natal! Alegre acorramos ao eterno espelendor do Pai: o Verbo se fez carne!

Posted in Cristandade, Cultura, Manifestações Religiosas, Música with tags , , , , , , on 24/12/2010 by ehlsinore

A autoria da letra e da música do hino Adeste Fideles é objeto de uma grande controvérsia, sendo atribuída, entre outros, a portugueses, ingleses, franceses e alemães. O nome mais divulgado é o do hinista inglês John Francis Wade, datando então a composição de 1743, sendo proposto também o ano de 1760.

Há notícia de ter sido cantada na embaixada portuguesa em Londres no ano de 1797 e mesmo antes parece ter sido apelidada de “Hino Português”, despontando também entre os seus possíveis autores D. João IV, o Restaurador (passando a data para 1640), também conhecido como o Rei-Músico,  em virtude não só de seus dotes na matéria, mas também por seu mecenato na área e empenho na aprovação pela Santa Sé do uso de múscia instrumental nas igrejas. Essa última tese foi defendida em seu  opúsculo Defesa da música moderna publicado com a primeira de seus escritos sobre  música (1649).

No caso de se aceitar a precedência do rei português na matéria, a hipótese é que Wade teria feito uma versão em inglês a partir da qual a canção se popularizou dando-lhe indevidamente os louros.

Gloria in excelsis Deo – Choir The Voice of Hope & Sofia Philharmonic Orchestra

Breve viagem por temas natalinos através da história da arte e mais uma interpretação de Adeste Fideles, agora com o Coro della Capella Sistina, Vaticano:

Adeste Fideles

Laeti triumphantes

Venite, venite in Bethlehem

Natum videte

Regem angelorum

Venite adoremus, Venite adoremus,

Venite adoremus, Dominum

Cantet nunc io

Chorus angelorum

Cantet nunc aula caelestium

Gloria, gloria

In excelsis Deo

Venite adoremus, Venite adoremus,

Venite adoremus, Dominum

Ergo qui natus

Die hodierna

Jesu, tibi sit gloria

Patris aeterni

Verbum caro factus

Venite adoremus, Venite adoremus,

Venite adoremus, Dominum

Para baixar (em pdf): publicação de Carlota Miranda pelo Instituto de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra sobre o hino contendo observações sobre o seu texto latino, tradução e comentários  sobre a possível autoria de D. João IV: 7 – Adeste Fideles in Boletim de Estudos Classicos.

Para baixar e ouvir: partituras e arranjos para Adeste Fideles.

Ontem, sábado véspera do 1º Domingo de Advento, como em 27 de novembro de 1830…

Posted in Cristandade, Manifestações Religiosas, Santidade with tags , , , , , , , , , , , , , on 28/11/2010 by ehlsinore

… quando ocorreu a 2ª e mais importante aparição da Virgem Maria à jovem noviça Catarina Labouré (a anterior se deu em 18 de julho do mesmo ano), quando lhe recomenda a confecção de uma medalhinha que o povo logo a alcunhou de “Medalha Milagrosa”. Disse-lhe a Virgem:

Fazei cunhar uma medalha conforme este modelo, disse Nossa senhora. As pessoas que a trouxeram com confiança receberão muitas graças, sobretudo se a trouxeram ao pescoço.

O que então experimentei e aprendi naquele momento é impossível explicar” ( Santa Catarina Labouré)

 

"Este globo que vês representa o mundo inteiro (...) e cada pessoa em particular... Eis o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que mas pedem."

 

Capela das Apariçoes na "Rue du Bac" em Paris, França. À esquerda o corpo de Santa Luísa de Marillac, fundadora das "Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo", à direita o corpo de Santa Catarina Labouré.

Vigília de Oração pela Vida Nascente

O Advento é o momento da expectativa pela Vida Plena que brota no Natal e, no Rio de Janeiro, como diz o titular da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, “É preciso falar de paz“: “É preciso, mais uma vez, fazer nascer nos corações de todos os homens e mulheres de nossa querida cidade o anseio mais profundo de todos os seres humanos: Paz. É preciso que se ouça novamente na terra o grito, o forte clamor aos homens de boa vontade” (artigo completo: www.arquidiocese.org.br).

Assim, se a Vigília celebrada na Basílica de São Pedro e nas demais dioceses pelo mundo, como prelúdio ao Advento, neste sábado que precedeu o 1º domingo do Advento, assume as realidades locais, em nossa arquidiocese essas duas

Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro.

horas de oração tornam-se de  intercessão pela cidade e pelo estado nesse momento tão difícil e dramático da vida de nosso povo:

“Que Deus ilumine a todos na busca da Paz para o nosso querido povo desta cidade maravilhosa, para que o seja ainda mais. Que o Senhor nos abençoe e nos guarde e faça reinar a paz em nossas fronteiras! Que a benção de Deus penetre em todos os corações, todas as casas, todas as situações e traga a paz! Temos esperança e certeza de que, em unidade, tempos novos nascerão destes momentos e confiamos que o nosso povo, que é forte, saberá continuar testemunhando a sua fé com esperança e vivendo a caridade. Que todos sejam um!”, encerra Dom Orani.

Beleza e Verdade ao início do dia e em todas as horas: igrejas de Ravena e cantochão

Posted in Cristandade, espiritualidade, Senso Religioso with tags , , , , on 17/11/2010 by ehlsinore

 

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Dia do Médico: São Lucas e o Juramento de Hipócrates

Posted in Cinema, Cristandade, Cultura, Santidade with tags , , , , , , , , , , on 18/10/2010 by ehlsinore

 

 

Medalhão de São Lucas na Igreja de São Francisco de Paula na Barra da Tijuca (Rio de Janeiro, RJ), obra do escultor bahiano Hildebrando Lima.

 

18 de outubro foi escolhido como “Dia dos Médicos” por ser uma data na qual se faz memória do evangelista Lucas, o “amado médico” segundo São Paulo (Col 4, 14).

De tal associação já dava testemunho, entre outros, a Universidade de Pádua na qual o registro mais antigo do início do ano letivo em 18 de outubro, em homenagem a São Lucas, proclamado patrono do “Colégio dos filósofos e dos médicos”, é de 1463 (Portal da  Família).

Diz a tradição que São Lucas, convertido do paganismo ao cristianismo, era médico.

No mundo do Império Romano, onde teve início a grande aventura cristã, ser médico era coisa de grego e tais aspectos culturais estão presentes no Evangelho por ele transmitido, o qual reproduziria a pregação de São Paulo,  o Apóstolo dos Gentios, a quem acompanhou em várias de suas viagens.

Assim, p. ex., dos quatro Evangelhos é em Lucas o grego mais bem escrito e, não tendo participado do grupo dos 12, precisou recorrer a quem testemunhara diretamente os fatos narrados, tendo para isso se servido dos modelos historiográficos consagrados por Heródoto e Tucídides, como já deixa marcado no prólogo  de seu Evangelho. Embora sendo personagem do que vem a seguir, essa mesma preocupação está presente na redação dos Atos dos Apóstolos, os quais teria escrito para dar continuidade aos eventos do Evangelho.

Outro detalhe importante nesses escritos se ligaria justamente ao seu ofício de médico: a atenção aos aspectos da humanidade física de Jesus manifestada, entre outros elementos, na conservação de certos dados só presentes em seu relato, como é o caso do suar sangue de Jesus no momento de sua oração em Getsêmani (Lc 22, 39-46), pouco antes de ser aprisionado e dos eventos da Paixão, revelando a grande tensão na qual se encontrava. O que Lucas descreve é o  fenômeno da hematidrose: a ruptura de pequenos vasos sanguíneos localizados abaixo das glândulas sudoríparas, provocando a saída desse sangue, misturado ao suor, pelos poros do corpo. Rara, a hematidrose, é passível de ocorrer quando se é submetido a forte stress mental.

O aspecto desse tremendo stress, indicado pelo suar sangue,  não poderia passar desapercebido de Mel Gibson, o qual na sua Paixão de Cristo busca precisamente realçar a humanidade do Cristo, como se vê na cena abaixo.

Juramento de Hipócrates

“Eu juro, por Apolo médico, por Esculápio, Hígia e Panacea, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue:

Estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes.

Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém.

 

Manuscrito bizantino do século XI no qual se acha escrito o Juramento Hipocrático em forma de cruz (Biblioteca Vaticana).

 

A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva.

Conservarei imaculada minha vida e minha arte.

Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam.

Em toda casa, aí entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução,

 

Manuscrito alemão de 1595 do Juramento hipocrático guardado na National Library of Medicine (EUA). O juramento acha-se aqui em dois idomas: grego na coluna da esquerda, latim à direita. Hippocrates. Ta euriskomena ... Opera omnia … Para uma tradução mais próxima do original feita pelo médico Alexandre Feldman clique na imagem.

 

sobretudo dos prazeres do amor, com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados.

Àquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, que

não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto.

Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão,

honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça.”

(Extraído do site do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, CREMESP, o Juramento de Hipócrates)

 

Os trabalhos de Hipócrates, um grego do século V a.C., e de seus seguidores constituíram um marco na história da medicina ocidental, pois partindo da observação detalhada do paciente, passa-se a buscar um estudo mais objetivo das doenças, vendo-as como uma luta entre a força curativa da natureza e as causas que perturbam o estado fisiológico.

A partir de Hipócrates, ainda, fundamentam-se as bases da ética médica, como se vê no Juramento Hipocrático. No juramento, datado possivelmente do séc. IV a.C., o médico, como vimos acima, comprometia-se a usar a medicina em benefício dos pacientes; manter confidencialidade sobre os fatos ocorridos com seus pacientes; conservar em segredo os conhecimentos médicos, exceto para os seus pares; não manter relações sexuais com os pacientes e não administrar substâncias que poderiam levar à morte ou provocar efeitos abortivos.

O Corpus Hipocraticum, escritos, atribuídos a Hipócrates e seus discípulos, começaram a ser reunidos na Biblioteca de Alexandria, a partir do século III a.C.

A arte é longa, a vida breve, a ocasião fugaz, a experiência vacilante, o juízo difícil. Não basta que o médico faça por sua vez quanto deve fazer, se por outro lado não coincidem ao mesmo objeto, os assistentes e as circunstâncias exteriores restantes.

(Corpus Hipocraticum)

Hino das Laudes

Cantamos, hoje, Lucas, teu martírio, / teu sangue derramado por Jesus,

os dois livros que trazes nos teus braços

e o teu halo de luz.

Levado pelo Espírito, escreveste / tudo o que disse e fez o Bom Pastor,

pois aos sermões de Cristo acrescentaste

os seus gestos de amor.

De Pedro e Paulo registraste os atos, / e do povo fiel a comunhão,

quando unidos em preces pelas casas, / iam partindo o pão.

De Paulo foste o amigo e companheiros,

ouviste de seu peito as pulsações; / faze vibrar no mesmo amor Cristo

os nossos corações.

Médico santo, cura os nossos males, / leva ao aprisco o pobre pecador;

dá que no céu sejamos acolhidos / pelo próprio Senhor.

São Lucas, rogai por nós.

Oração

Ó Deus, que escolhestes São Lucas para revelar em suas palavras e escritos o mistério do vosso amor para com os pobres, concedei aos que já se gloriam do vosso nome perseverar num só coração e numa só alma, e a todos os povos do mundo ver a vossa salvação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.