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Documentos Oficiais da Igreja contra a escravidão

Posted in Alteridade, Cristandade, Cultura, Diversidade, Estado e Igreja, Etnicidade, Identidade, Inclusão Social, Papado, Pensamento Social with tags , , , , , , , , , , on 03/01/2013 by ehlsinore
Santos, negros e católicos, o cristianismo abraça a todos, rompendo as barreiras do mundo, fazendo todos nós irmãos na mesma Fé, filhos do Deus Uno e Trino!  Na terra Igreja militante, sinal da Igreja triunfante no céu!

Santos, negros e católicos, o cristianismo abraça a todos, rompendo as barreiras do mundo, fazendo todos nós irmãos na mesma Fé, filhos do Deus Uno e Trino! Na terra Igreja militante, sinal da Igreja triunfante no céu! Dica da postagem e do portal “Apologistas Católicos” de Luíza Hernandez, grato.

1 – Em 13 de Janeiro de 1435, através da bula Sicut Dudum, o papa Eugénio IV mandou RESTITUIR À LIBERDADE os cativos das ilhas Canárias.

2- Em 7 de setembro de 1462, o papa Pio II (1458-1464) deu instruções aos bispos contra os tratamentos dos negros proveniente da Etiópia condenando o comércio de escravos como magnum scelus (grande crime)

3- Em 1537, o papa Paulo III (1534-1549), através da bula Sublimus Dei (23 de Maio) e da encíclica Veritas ipsa (9 de Junho), lembrava aos cristãos que os índios “das partes ocidentais, e os do meio-dia, e DEMAIS GENTES”, eram SERES LIVRES POR NATUREZA.

4- Em 1571 Tomás de Mercado, TEÓLOGO DE SEVILHA, declarava DESUMANA E ILÍCITA A TRAFICÂNCIA DE ESCRAVOS. Em sua Summa de TRATOS Y CONTRATOS, este autor afirmava não haver justificativa para negócio tão infame.

5- O papa Gregório XIV (1590-1591) publicou a CUM SICUTI (1591) condenando a escravidão.

6- O papa Urbano VIII (1623-1644), também se pronunciou contra a escravidão na COMMISSUM NOBIS (1639).

7- O papa Bento XIV (1740-1758) na Bula IMMENSA PASTORUM escreveu: “…recebemos certas notícias não sem gravíssima tristeza de nosso ânimo paterno, depois de tantos conselhos dados pelos mesmos Romanos Pontífices, nossos Predecessores, depois de Constituições publicadas prescrevendo que aos infiéis do melhor -modo possível dever-se-ia prestar trabalho, auxílio, amparo, não descarregar injúrias, não flagelos, não ligames, NÃO ESCRAVIDÃO, não morte violenta, sob gravíssimas penas e censuras
eclesiásticas…”

8- O papa Gregório XVI (1831-1846) ao publicar a bula IN SUPREMO (1839) condenou a escravidão da seguinte forma: “Admoestamos os fiéis para que se abstenham do desumano tráfico dos negros ou de quaisquer outros homens que sejam…”

9- Em 1888, o Papa Leão XIII, na encíclica IN PLURIMIS, dirigida aos bispos do Brasil, pediu-lhes apoio ao Imperador (Dom Pedro II) e a sua filha (Princesa Isabel), na luta que estavam a travar pela abolição definitiva da escravidão.

Detalhe: Houve três papas africanos que vieram de uma região do norte da África, onde os povos eram predominantemente negros. Embora não haja nenhum retrato autêntico destes papas, há desenhos e referências na Enciclopédia Católica a respeito de serem africanos. Os nomes dos três papas africanos são Vencedor ou Victor, Gelasius , e Melquiades ou Miltiades.

Para citar:


VIANA, Marina. Documentos Oficiais da Igreja contra a escravidão. Disponível em: < http://www.apologistascatolicos.com/index.php/magisterio/documentos-eclesiasticos/decretos-e-bulas/506-documentos-oficiais-da-igreja-contra-a-escravidao>. Desde 27/03/2012

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Para entender: por que diante da pressão do Governo Lula contra vários bispos, Papa veio a se somar à CNBB na defesa da Igreja

Posted in Bento XVI, Eleições Brasil 2010, Estado e Igreja, Liberdade Religiosa, Papado with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 30/10/2010 by ehlsinore

TENTATIVA DE GOVERNO DE INTERFERIR NA IGREJA CATÓLICA É UMA OFENSA À LIBERDADE RELIGIOSA E REVELA TENDÊNCIA DITADORIAL

Bispos devem lembrar fiéis que voto está destinado á promoção do bem comum, disse Bento XVI (L'Osservatore Romano)

Bento XVI recebeu os bispos do Regional Nordeste 5 da CNBB (correspondente ao Estado do Maranhão) às 11h em Roma (7h no horário de Brasília) da manhã de 5ª feira, 28 de outubro, por ocasião da visita que a cada cinco anos todos os bispos devem fazer ao Papa (a assim chamada visita ad limina Apostolorum), com o objetivo de expor o balanço das principais atividades da diocese ou região, acolher as sugestões e orientações e refletir sobre as opções e alternativas pastorais.

Durante a  visita o Papa rejeitou com firmeza as estratégias políticas que tentam fazer do aborto um direito humano.

“Seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até a morte natural. (…) Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal

democrático é atraiçoado nas suas bases”.

Ao afirmar ser missão da Igreja fermentar a sociedade com o Evangelho, o Papa defendeu o dever dos bispos emitirem juízo moral também em matéria política quando “os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem”, lembrando, porém, que “o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos. (…) O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato”.

O Bispo Emérito de Viana (MA), Dom Xavier Gilles de Maupeou d’Ableiges, fez o discurso de saudação ao Papa em nome do episcopado. O Pontífice, por sua vez, agradeceu o zelo e dedicação dos bispos, indicando os grandes problemas de caráter religioso e pastoral. “O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança”, disse.

Ao final deste post alguns trechos mais da fala do Papa Bento XVI, fala esta colocada, logo antes desses trechos, na íntegra em pdf, para ser baixada por quem desejar, assim como na íntegra também pode ser baixado o pronunciamento dos bispos do Maranhão.

Na mesma ocasião e com os mesmos objetivos coincidiu de se realizar a visita anual da Presidência da CNBB ao Papa (composta por seu presidente Dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana em MG, o vice  Dom Luis Soares Vieira, arcebispo de Manaus no AM e o secretário geral Dom Dimas Lara Barbosa, bispo auxiliar do Rio de Janeiro).

No dia seguinte (29), ainda em Roma, a Presidência lançou uma nota (a qual pode ser lida no site da CNBB), onde se diz: “Com alegria e gratidão acolhemos, em primeira mão, o discurso que o Papa Bento XVI dirigiu a esses nossos irmãos Bispos [os do Maranhão] e, através deles, a todo o episcopado brasileiro. Em seu pronunciamento, o Santo Padre confirmou a preocupação constante da Igreja no Brasil em defesa da vida, da família e da liberdade religiosa. O Santo Padre enfatizou o direito e o dever de cada Bispo, em sua Diocese, de orientar seus fiéis em questões de fé e moral, inclusive em matéria política, confirmando o que a CNBB havia recordado em documentos, notas e entrevistas anteriores. O mesmo direito e dever, de acordo com as normas canônicas, estende-se à própria Conferência enquanto organismo a serviço da comunhão episcopal e da pastoral orgânica em nosso país.”

Uma resenha das tentativas do Governo Lula de silenciar a Igreja nesta eleição

VIDE TAMBÉM:

CLIQUE “Denúncia: Governo Lula tenta interferir na CNBB para beneficiar Dilma” sobre o “pedido” do chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho à CNBB e ao núncio apostólico pra “intervir” junto aos bispos contrários à candidatura de Dilma.

CNBB lança CF 2011 e responde à tentativa de ingerência do Gabinete da Presidência: não se pode silenciar a Igreja” quando a direção nacional  da entidade, apesar de não se manifestar sobre algum candidato em particular e apenas indicar critérios, insiste: “O bispo tem plena autonomia. Ele tem o direito e o dever, de acordo com sua consciência, de orientar os seus fiéis”, inclusive indicando candidatos aos integrantes de sua diocese.

O EPISÓDIO DOS PANFLETOS APREENDIDOS

ENQUANTO ALGUNS CEDEM ÀS PRESSÕES OUTROS RESISTEM

17/10/2010 18h24 – Atualizado em 17/10/2010 21h37

Bispo de Regional da CNBB defende divulgação de panfleto contra Dilma

‘Divulgação continua agora no segundo turno’, diz dom Benedito Beni.
Bispo diz que distribuiu 10 mil panfletos em 31 paróquias de Lorena.

Robson Bonin Do G1, em Brasília

O texto é legítimo e foi aprovado no dia 26 de agosto, em São Paulo. A comissão episcopal representativa do Regional Sul 1, que engloba diversos bispos, fez uma nota no dia 26 de agosto, pedindo que esse apelo aos brasileiros e brasileiras tivesse ampla divulgação e isso ficou a critério de cada bispo. A divulgação começou a ser feita antes do primeiro turno e continua agora, antes do segundo turno. De modo que é um documento 

A diocese de Lorena, conta com 14 cidades do vale histórico e tem como bispo Dom Benedito Beni dos Santos

legítimo assinado pela presidência do Regional Sul 1 em nome do conselho episcopal”

Dom Benedito Beni dos Santos, bispo diocesano de Lorena

O vice-presidente do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Benedito Beni dos Santos, questionou neste domingo (17) a versão apresentada pelo presidente do regional, Dom Nelson Westrupp, segundo a qual o Regional Sul 1 não patrocina a impressão e a distribuição de folhetos a favor ou contra candidatos.

“O texto é legítimo e foi aprovado no dia 26 de agosto, em São Paulo. A comissão episcopal representativa do Regional Sul 1, que engloba diversos bispos, fez uma nota no dia 26 de agosto, pedindo que esse apelo aos brasileiros e brasileiras tivesse ampla divulgação e isso ficou a critério de cada bispo. A divulgação começou a ser feita antes do primeiro turno e continua agora, antes do segundo turno. De modo que é um documento legítimo assinado pela presidência do Regional Sul 1 em nome do conselho episcopal”, disse ao G1 dom Benedito Beni dos Santos, que é bispo diocesano de Lorena (SP).

Neste sábado [16/10/2010], uma gráfica no bairro do Cambuci, em São Paulo, informou que imprimiu 2,1 milhões de folhetos com o texto intitulado “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”, assinado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB. A candidata Dilma Rousseff classificou a distribuição desses folhetos como “crime eleitoral”.

Dom Benedito dos Santos confirmou que o panfleto foi distribuído pela comissão. “Recebemos diretamente da Comissão em Defesa da Vida”, disse. A área de abrangência do Regional Sul 1 da CNBB compreende todo o estado de São Paulo.

O texto relaciona o PT e a presidenciável Dilma Rousseff à defesa da legalização do aborto e recomenda “encarecidamente a todos os cidadãos brasileiros e brasileiras” que, “nas próximas eleições, deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalização do aborto”.

No sábado (16), o PT registrou boletim de ocorrência na polícia e fez uma representação à Justiça Eleitoral. Neste domingo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ordenou à Polícia Federal a apreensão dos panfletos na gráfica.

Na nota divulgada neste domingo, o presidente do Regional Sul 1, Dom Nelson Westrupp, e demais bispos afirmaram que “não indicam nem vetam candidatos ou partidos e respeitam a decisão livre e autônoma de cada eleitor”.

‘Ampla difusão do documento’
Para dom Benedito Beni dos Santos, um dos integrantes da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, que assina o documento “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”, distribuídos em igrejas católicas, a nota deste domingo contraria a decisão de “dar ampla difusão do documento”.

“Em nota do dia 26 de agosto, a presidência e a comissão representativa dos bispos do Regional Sul 1 da CNBB, em sua reunião ordinária, acolheram e recomendaram a ampla difusão do ‘Apelo a todos os brasileiros e brasileiras’. Assina a nota o presidente do Conselho Episcopal dom Nelson Westrupp. Então, causou a mim estranheza que essa nota tão clara seja agora, de certo modo, considerada como não autêntica”, disse dom Benedito dos Santos.

O bispo diocesano de Lorena diz que ficou “a critério de cada bispo” do Regional Sul 1 a divulgação do documento em forma de panfleto.

Apenas em Lorena, segundo ele, foram distribuídos 10 mil panfletos nas 31 paróquias da diocese. “Distribuímos para 31 paróquias da diocese e continuamos distribuindo no segundo turno. Estamos sendo fiéis ao que o representativo do Regional 1 pediu”, justificou.

O bispo chama de “oportunismo eleitoral” a carta apresentada pela candidata do PT na qual afirma ser contra o aborto e explica a orientação repassada aos fiéis.

“O documento cita o nome dela [Dilma] como aquela que aprovou o 3º Programa de Direitos Humanos do Governo. A nota não aconselha a votar nela. É uma recomendação de não votar no Partido dos Trabalhadores e em todos os candidatos favoráveis ao aborto”, declarou.

Veja abaixo reprodução do folheto distribuído pelo Regional Sul 1 da CNBB:

Panfleto contra Dilma com texto do Regional Sul I da CNBB. (Foto: Reprodução)

Discurso em pdf dos bispos do MA ao Papa, na visita ad limina em 28out2010

Íntegra do discurso do Papa aos bispos do Nordeste 5 em 28out2010 (em pdf)

TRECHOS DO PRONUNCIAMENTO DO PAPA AOS BISPOS QUE LHE VISITAVAM (entre parêntesis link para acessar o documento ao qual faz referência)

(…) o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29).

(…) Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. Gaudium et Spes, 76).

(…), seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até a morte natural (cf. Christifideles laici, 38).

Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74).

(…) Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida “não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambiguidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo” (ibidem, 82).

(…) Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é “necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o ‘Compêndio da Doutrina Social da Igreja'” (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3).

(…) Deus deve “encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política” (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.
(…)

CNBB lança CF 2011 e responde à tentativa de ingerência do Gabinete da Presidência: não se pode silenciar a Igreja

Posted in Eleições, Eleições Brasil 2010, Estado e Igreja, Liberdade Religiosa, preconceito e discriminação with tags , , , on 22/10/2010 by ehlsinore

 

Em entrevista coletiva, o presidente da CNBB dom Geraldo Lyrio Rocha e o secretário-geral da entidade dom Dimas Barbosa lançam os temas das CFs 2011 e 2012 e rebatem as críticas de que a Igreja estaria se intrometendo em assuntos de Estado.

AS CAMPANHAS DA FRATERNIDADE EM 2011 E 2012

(Gazeta do Sul) As CFs (Campanhas da Fraternidade) de 2011 e 2012 terão como temas, respectivamente, o AMBIENTE e a SAÚDE PÚBLICA.

A Campanha da Fraternidade  de 2011, cujo tema é ” Fraternidade e a vida no planeta”, tem como lema  “A criação geme como em dores de parto“.

D. Dimas e D. Geraldo na coletiva à imprensa que lança a CF 2011

A REUNIÃO DO CONSELHO PERMANENTE DA CNBB

(CNBB) A apresentação dos temas das próximas CFs e, mais especialmente do material da Campanha de 2011 se deu durante uma coletiva de imprensa, na sede da Conferência Nacional dos bispos do Brasil (CNBB), na tarde desta quinta-feira, 21 [de outubro de 2010]. Este foi um dos pontos da pauta da reunião do Conselho Permanente da CNBB, terminada no mesmo dia às 17h.

“A Campanha da Fraternidade deste ano (2011), reflete a questão ecológica, com foco, sobretudo, no problema das mudanças climáticas. Ela se coloca em sintonia com uma cultura que está se expandindo cada vez mais, em todo o mundo, de respeito pelo meio ambiente e do lugar em que Deus nos coloca, não só para vivermos e convivermos, mas também para fazer deste o paraíso com o qual tanto sonhamos”, disse dom Dimas.

Questionado se a escolha do lema “A criação geme como em dores de parto” foi feita em virtude das discussões acerca do aborto que ocorre neste período eleitoral, o presidente da CNBB disse que não e explicou o processo de definição dos temas da Campanha da Fraternidade.

“Essa escolha (do tema da CF-2011) não se fez agora, no contexto das discussões do momento atual. A escolha do tema de 2012, inclusive, já foi definida. Esse processo acontece com dois anos de antecedência”, disse. “O tema Fraternidade e vida no planeta inclui a questão do aborto, mas não se esgota nisso”, acrescentou o arcebispo.

O secretário Executivo da Campanha da Fraternidade, padre Luiz Carlos Dias, presenteou os jornalistas com um texto-base da Campanha, documento que aprofundada o tema proposto. “O objetivo da campanha é de contribuir para a conscientização das comunidades cristãs e pessoas de boa vontade sobre a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas, e motivá-las a participarem dos debates e ações que visam enfrentar o problema e preservar as condições de vida no planeta”, declarou o padre. A Campanha da Fraternidade terá início na Quarta-feira de Cinzas, 9 de março de 2011, e se estende por toda a Quaresma.

Segundo a Reuters (em BRASÍLIA, reportagem de Maria Carolina Marcello) –

Numa sociedade democrática, o que não se pode fazer é querer silenciar a Igreja como se ela não pudesse manifestar a sua posição“, defendeu o presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) dom Geraldo Lyrio Rocha.

“A Igreja, com o peso e o volume que tem, quando fala, é acusada de estar se intrometendo num âmbito que não é da sua competência. Esse argumento é falso”, disse a jornalistas.

Dom Geraldo Lyrio afirmou que, apesar de o Estado brasileiro ser laico, a sociedade é “profundamente religiosa”, o que justificaria discutir não só temas econômicos ou administrativos, mas também temas caros à Igreja, como o aborto e a eutanásia.

A AMEAÇA DE DITADURA LAICA

“Silenciar” a Igreja significaria, de acordo com o presidente, uma “ditadura laica”. “A Igreja tem uma missão profética. Ela não vai se silenciar, porque ela tem a missão de defender valores”, afirmou.

Dom Geraldo Lyrio reiterou que as posições da CNBB são manifestadas apenas pelo presidente, pela Assembleia Geral e pelo Conselho Permanente da instituição. A entidade aconselha católicos a votarem de acordo com “critérios éticos, entre os quais se incluem especialmente o respeito incondicional à vida, à família, à liberdade religiosa e à dignidade humana”.

Os bispos podem e devem se manifestar da maneira que entenderem mais correta, de acordo com dom Geraldo, inclusive indicando candidatos aos integrantes de sua diocese.

“O bispo tem plena autonomia. Ele tem o direito e o dever, de acordo com sua consciência, de orientar os seus fiéis”, defendeu dom Geraldo Lyrio. “Eles falam ou em nome pessoal ou na qualidade de pastores de uma determinada diocese”, completou.

Ainda sobre a coletiva no DCI – Diário comércio, Indústria & Serviços:

ABORTO É TEMA FUNDAMENTAL

Para Dom Geraldo, o fato de o tema ganhar relevância foi positivo, apesar de posições “reduzidas” pelas quais a CNBB não deve se responsabilizar. “A moeda sempre tem dois lados. Se há inconvenientes de um lado, há uma vantagem enorme do outro. O tema [aborto] foi colocado em pauta e não se podia entrar em um processo eleitoral sem trazer à tona assuntos dessa natureza”, disse Dom Geraldo, durante entrevista coletiva para lançar o tema da campanha da fraternidade de 2011.

O presidente da CNBB reclamou ainda da argumentação de grupos defensores da flexibilização da legislação sobre aborto de que o Estado é laico e que, portanto, a Igreja não deve interferir nos temas políticos. “Estado laico não é sinônimo de estado ateu, antireligioso ou areligioso. O Estado brasileiro é laico, mas a sociedade brasileira não é laica, é profundamente religiosa, não estou dizendo só católica, mas evangélica, afro, dos cultos indígenas. Se Estado laico for entendido como um Estado que não permite com posições diferentes, não será Estado laico, será ditadura laica.”

Denúncia: Governo Lula tenta interferir na CNBB para beneficiar Dilma

Posted in Eleições Brasil 2010, Estado e Igreja, Liberdade Religiosa on 20/10/2010 by ehlsinore

20 de outubro de 2010 08:06, agestado:

Anteontem, o chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, revelou no programa Tribuna Independente, da Rede Vida de Televisão, emissora católica, que pediu a mediação do presidente da CNBB, d. Geraldo Lyrio Rocha, e do núncio apostólico, para tentar conter a campanha de bispos e padres contra Dilma. D. Lorenzo Baldisseri, segundo Carvalho, foi muito receptivo e prometeu analisar a polêmica.

A CNBB não faz parte da hierarquia da Igreja Católica. É simplesmente um organismo de comunhão eclesial como todas as demais conferências episcopais espalhadas pelo mundo. Por isso, não pode emitir juízo a favor ou contra um candidato, mas apenas divulgar critérios, aprovados coletivamente, que auxiliem no discernimento dos seus fiéis em um momento tão importante como as eleições.

Esse não é o caso de cada bispo, cujo único critério de catolicidade é a união com o Sumo Pontífice, o Papa, sem intermediação de qualquer conferência episcopal. Em sua missão apostólica, conforme discernimento próprio, dada a gravidade da escolha, um bispo pode vir a orientar e esclarecer mais precisamente os fiéis aos quais lhe foi dada a responsabilidade de apascentar.

Assim, a CNBB não tem qualquer ingerência sobre o múnus episcopal de qualquer bispo, seja em particular ou um grupo deles que decida manifestar-se publicamente.

Já a questão do núncio, ao mesmo tempo embaixador da Santa Sé junto ao país onde representa e delegado do Papa perante o episcopado local, soma mais um elemento à desfaçatez de um governo que já não é mais governo, posto abandonar a nação em prol de um grupelho político. O que deseja o sr. Gilberto Carvalho, aproveitando-se da amizade que possa ter com alguém da direção da CNBB?  Por que Roma atuaria em tema estritamente nacional  como é a eleição de um presidente da República? Cabe imaginar: que tipo de ameaça velada estaria Brasília fazendo?

É assim que se defende a liberdade religiosa?

A ação do chefe de Gabinete da Presidência da República não só trai uma real incompreensão das práticas da Igreja Católica como exibe uma faceta intervencionista do Governo Federal em algo que não lhe diz respeito. É um absurdo só superado quando a imprensa dá a entender que a direção da CNBB pensa considerar tal pedido.

Mais um exemplo de como a Presidência da República tem exorbitado de suas funções ao ter como único horizonte a campanha eleitoral da candidata governista. É o que se vê quando presidente e auxiliares  esquecem de suas funções e passam a agir unicamente como cabos eleitorais. Onde está a democracia?

Blog “Voto Católico”: Fé e Política comprometidos com o Bem Comum

Posted in Dica, Direito, Direito à Vida, Direito Constitucional, Eleições, Eleições Brasil 2010, Estado e Igreja, Inclusão Social, Liberdade Religiosa on 30/09/2010 by ehlsinore

Em defesa da vida: APELO DENUNCIANDO ENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL DO PT COM A PROMOÇÃO DO ABORTO

Posted in Direito, Direito à Vida, Eleições, Eleições Brasil 2010, Estado e Igreja, fraude, fraude eleitoral with tags , , , , , , , , , , , on 21/09/2010 by ehlsinore

Dom Benedito Beni dos Santos, bispo de Lorena e vice-presidente
do Regional Sul 1 da CNBB, entidade que congrega as 42
dioceses católicas do Estado de São Paulo, acaba de produzir um
vídeo no qual recomenda a ampla difusão do APELO A TODOS
OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS, o documento
assinado pelos bispos do Regional Sul 1 da CNBB denunciando o
envolvimento institucional do Partido dos Trabalhadores com a
promoção do aborto no Brasil.

“O QUE ESTÁ EM JOGO NÃO SÃO INTERESSES
PARTIDÁRIOS E IDEOLÓGICOS, MAS A
DEFESA DA VIDA, DOM FUNDAMENTAL E
SAGRADO”.

O original do documento do APELO A TODOS OS

BRASILEIROS E BRASILEIROS encontra-se no site do Regional Sul 1 da CNBB, no endereço

http://www.cnbbsul1.org.br

Vide também www.votopelavida.com, iniciativa de um consórcio internacional de grupos a favor da vida (www.votoporlavida.com) que está realizando o trabalho de monitoração das eleições em todos os países da América Latina sob o ângulo da defesa da vida.

Votopelavida.com, além do Apelo dos bispos, apresenta vários
dossiês detalhando como a Cultura da Morte está sendo introduzida no
Brasil pelo Partido dos Trabalhadores, em um trabalho conjunto com
diversas organizações internacionais.

DILMA ROUSSEF MENTE EM RELAÇÃO À SUA POSIÇÃO SOBRE O ABORTO

LINDBERG FARIAS, CANDIDATO AO SENADO PELO PT-RJ, TAMBÉM É UM DEFENSOR DO ABORTO

Texto (em pdf) do apelo do Regional Sul1 da CNBB para impressão e distribuição: APELOregionalsul1

Contribuição da Igreja para a Paz e ameaça de Secularismo agressivo às religiões na chegada do Papa ao Reino Unido

Posted in Bento XVI, Diversidade, Estado e Igreja, Identidade, Iniciativas pela Paz, Liberdade Religiosa, Papado, Senso Religioso on 16/09/2010 by ehlsinore

Papa Bento XVI cumprimenta estudantes enquanto a rainha Elizabeth II observa, em Edimburgo.

Ao lado do Papa, rainha destaca contribuição da Igreja à paz

(Fonte: Agência EFE)  A rainha Elizabeth II destacou nesta quinta-feira, 17/IX/2010, a influência da Igreja Católica na solução do conflito norte-irlandês e sua contribuição à paz mundial.
Em discurso de boas-vindas ao papa Bento XVI, no palácio de Holyrood, residência oficial da rainha Elizabeth II em Edimburgo, onde o Pontífice iniciou hoje uma visita de Estado ao Reino Unido, a rainha ressaltou o trabalho da Igreja no combate à pobreza e à mudança climática e a favor do desenvolvimento.
Ao mesmo tempo, Elizabeth II considerou que a religião não pode se transformar nunca em um veículo de ódio, pois não há justificativa para utilizar a violência em nome de Deus.
A rainha, chefe da Igreja da Inglaterra, disse que seu país é firme na hora de defender a liberdade de credo, pois, afirmou, é “o núcleo de nossa sociedade democrática e tolerante”.
“A religião foi sempre um elemento crucial na identidade nacional, e isto faz com que a relação entre diferentes credos seja um fator fundamental na necessária cooperação dentro das nações e entre elas”, especificou a soberana.
“Não deixemos que se ofusque o fundamento cristão que sustenta suas liberdades”

Entre os temas abordados no primeiro discurso de sua visita, o Papa alertou contra as “formas agressivas de secularismo”: “Hoje, o Reino Unido se esforça para ser uma sociedade moderna e multicultural. Nesta exigente empresa, espero que possa manter seu respeito pelos valores tradicionais e pelas expressões culturais que formas mais agressivas de secularismo hoje já não dão valor ou até não toleram”.

Um dos objetivos desta viagem é destacar o papel que as diferentes fés cristãs presentes no país, oficialmente anglicano, podem desempenhar em uma sociedade cada vez mais secularizada.

O papa Bento XVI chegou hoje a Edimburgo para iniciar uma viagem oficial e pastoral de quatro dias ao Reino Unido, a primeira visita de Estado de um Pontífice ao país desde que Henrique VIII rompeu com Roma, em 1534, pois visita de João Paulo II, em 1982, foi uma visita pastoral e não de Estado. A capital escocesa é a primeira etapa de uma viagem que levará o papa também a Glasgow, Londres e Birmingham.
Na tarde desta quinta-feira, o Papa viajará para Glasgow, também na Escócia, onde celebrará uma missa no parque de Bellahouston, antes de seguir para Londres, cidade na qual prosseguirá sua visita de Estado amanhã.

O ponto culminante de sua viagem será no domingo, na cidade inglesa de Birmingham, onde o papa beatificará o cardeal John Henry Newman, intelectual convertido do anglicanismo.

Veja detalhes do primeiro dia de visita (baixar arquivo em pdf): Papa no Reino Unido 16set2010, O coração da Inglaterra é cristão 16set2010, Homilia em Bellahouston Park 16set2010.

Segundo dia: Papa no Reino Unido 17set2010, Discurso na Westminster Hall 17set2010.

Terceiro dia: Papa no Reino Unido 18set2010.

Quarto dia: Papa no Reino Unido 19set2010, Homilia na beatificação de John Henry Newman 19set2010, Angelus – Newman filho de Maria 19set2010.

E de Roma: Balanço do Papa sobre visita ao Reino Unido 22set2010

cor ad cor loquitur

“o coração fala ao coração”


“A ORAÇÃO NOS TORNA SEMELHANTES A DEUS”

La Iglesia está de Fiesta por la beatificación del cardenal John Henry Newman. El Papa elevó a los honores de los altares a esta eminente figura, que surge a raíz de una larga tradición de santidad inglesa y que dedicó su vida a la búsqueda de la verdad. El lema del cardenal Newman, ‘el corazón habla al corazón’ –precisó Benedicto XVI durante su homilía- nos permite penetrar en su comprensión de vida cristiana como un llamado a la santidad, experimentada como un profundo deseo del corazón humano de entrar en comunión íntima con el corazón de Dios”.