Archive for the Iniciativas pela Paz Category

1 Janeiro 2014: Dia Mundial da Paz – COMECEMOS POR NÓS MESMOS

Posted in espiritualidade, Francisco, Inclusão Social, Iniciativas pela Paz, Papado, Pensamentos / Frases / Máximas, Senso Religioso with tags , , on 01/01/2014 by ehlsinore

Madre Teresa e a Paz Mundial

“Fraternidade, fundamento e caminho para a paz”

“O que acontece no coração da humanidade?”

O Papa Francisco nesta quarta feira (01jan2014), na missa de Ano Novo celebrada de manhã na Basílica de São Pedro, na presença do corpo diplomático junto a Santa Sé, falou de “fome e da sede de justiça e de paz” e, mais tarde, em seu primeiro Angelus do ano, clamou por mais solidariedade e menos violência no mundo, diante de uma multidão de fiéis reunidos na Praça de São Pedro. Em ambas as ocasiões o tom e o conteúdo era dado pela Mensagem de Ano Novo divulgada pelo Vaticano em dezembro de 2013.

2013-12-31 Rádio Vaticana

FRATERNIDADE, FUNDAMENTO E CAMINHO PARA A PAZ – é o tema do Dia Mundial da Paz 2014, que a Igreja promove e celebra a 1 de Janeiro. Na sua primeira Mensagem para esta ocasião (texto integral na secção Documentos), Papa Francisco começa por recordar que “no coração de cada homem e mulher habita o anseio duma vida plena que contém uma aspiração irreprimível de fraternidade, impelindo à comunhão com os outros, em quem não encontramos inimigos ou concorrentes, mas irmãos que devemos acolher e abraçar.”
“Na realidade (logo observa o Papa, alargando o horizonte, de modo inclusivo), a fraternidade é uma dimensão essencial do homem… 

E conclui: Cristo abraça todo o ser humano e deseja que ninguém se perca. «Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele». «O que for maior entre vós seja como o menor, e aquele que mandar, como aquele que serve – diz Jesus Cristo –. Eu estou no meio de vós como aquele que serve». Deste modo, cada atividade deve ser caracterizada por uma atitude de serviço às pessoas, incluindo as mais distantes e desconhecidas. O serviço é a alma da fraternidade que edifica a paz.

(Texto completo em MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA A CELEBRAÇÃO DO XLVII DIA MUNDIAL DA PAZ)

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XVI Assembleia Nacional do Diálogo Católico-Judaico

Posted in Alteridade, Dica, Diversidade, Educação, espiritualidade, Iniciativas pela Paz, Liberdade Religiosa, Paulo VI, Senso Religioso, Unidade / Pluralidade on 13/10/2010 by ehlsinore

XVI Assembleia Nacional do Diálogo Católico-Judaico / V Encontro Inter-Religioso de Diálogo – EducAção

A reunião marca os 45 anos de publicação da Declaração Nostra Aetate pelo Concílio Vaticano II, documento que revolucionou as relações da Igreja com as demais religiões, em especial a judaica, ao reconhecer que os judeus não foram responsáveis pela morte de Jesus, enfatizar a origem judaica do cristianismo e recomendar o estudo das fontes judaicas.

Uma celebração inter-religiosa marcará a abertura do evento unindo no altar da sinagoga da ARI (Associação Religiosa Israelita) clérigos dos ritos judaico, católico, ortodoxo, protestante, muçulmano, candomblé, umbanda, bahai, budista e espírita.

Concomitante à realização da XVI Assembleia Nacional do Diálogo Católico-Judaico, nos dias 24 e 25 de outubro na ARI e na PUC-RJ (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), terá lugar o V Encontro Inter-Religioso de Diálogo e Educação para a Paz – EducAção, que visa conscientizar os participantes de que a Educação não se limita ao ensino teórico mas se transmite, também, pela ação.

Como, por exemplo, a experiência “Vizinhos de Portas Abertas” vivida por alunos dos colégios A. Liessen Scholem Aleichem e Santo Inácio, ou a descoberta, pelos alunos do Colégio Teresiano, da diversidade religiosa. Vivências que contribuem para a eliminação de preconceitos quase sempre originados pelo desconhecimento do outro.

O investimento é de R$35,00 e é necessário fazer a inscrição pelo site www.clfc.puc-rio.br/dcj.  Serão conferidos certificados aos participantes.

Locais do evento

Domingo, 24 de outubro: ARI (Rua General Severiano, 170, Botafogo, Rio de Janeiro, RJ)

2ª feira, 25 de outubro: Auditório B1| Ed. Frings – PUC (Rua Marques de São Vicente, 225, Gávea, Rio de Janeiro, RJ)

Contribuição da Igreja para a Paz e ameaça de Secularismo agressivo às religiões na chegada do Papa ao Reino Unido

Posted in Bento XVI, Diversidade, Estado e Igreja, Identidade, Iniciativas pela Paz, Liberdade Religiosa, Papado, Senso Religioso on 16/09/2010 by ehlsinore

Papa Bento XVI cumprimenta estudantes enquanto a rainha Elizabeth II observa, em Edimburgo.

Ao lado do Papa, rainha destaca contribuição da Igreja à paz

(Fonte: Agência EFE)  A rainha Elizabeth II destacou nesta quinta-feira, 17/IX/2010, a influência da Igreja Católica na solução do conflito norte-irlandês e sua contribuição à paz mundial.
Em discurso de boas-vindas ao papa Bento XVI, no palácio de Holyrood, residência oficial da rainha Elizabeth II em Edimburgo, onde o Pontífice iniciou hoje uma visita de Estado ao Reino Unido, a rainha ressaltou o trabalho da Igreja no combate à pobreza e à mudança climática e a favor do desenvolvimento.
Ao mesmo tempo, Elizabeth II considerou que a religião não pode se transformar nunca em um veículo de ódio, pois não há justificativa para utilizar a violência em nome de Deus.
A rainha, chefe da Igreja da Inglaterra, disse que seu país é firme na hora de defender a liberdade de credo, pois, afirmou, é “o núcleo de nossa sociedade democrática e tolerante”.
“A religião foi sempre um elemento crucial na identidade nacional, e isto faz com que a relação entre diferentes credos seja um fator fundamental na necessária cooperação dentro das nações e entre elas”, especificou a soberana.
“Não deixemos que se ofusque o fundamento cristão que sustenta suas liberdades”

Entre os temas abordados no primeiro discurso de sua visita, o Papa alertou contra as “formas agressivas de secularismo”: “Hoje, o Reino Unido se esforça para ser uma sociedade moderna e multicultural. Nesta exigente empresa, espero que possa manter seu respeito pelos valores tradicionais e pelas expressões culturais que formas mais agressivas de secularismo hoje já não dão valor ou até não toleram”.

Um dos objetivos desta viagem é destacar o papel que as diferentes fés cristãs presentes no país, oficialmente anglicano, podem desempenhar em uma sociedade cada vez mais secularizada.

O papa Bento XVI chegou hoje a Edimburgo para iniciar uma viagem oficial e pastoral de quatro dias ao Reino Unido, a primeira visita de Estado de um Pontífice ao país desde que Henrique VIII rompeu com Roma, em 1534, pois visita de João Paulo II, em 1982, foi uma visita pastoral e não de Estado. A capital escocesa é a primeira etapa de uma viagem que levará o papa também a Glasgow, Londres e Birmingham.
Na tarde desta quinta-feira, o Papa viajará para Glasgow, também na Escócia, onde celebrará uma missa no parque de Bellahouston, antes de seguir para Londres, cidade na qual prosseguirá sua visita de Estado amanhã.

O ponto culminante de sua viagem será no domingo, na cidade inglesa de Birmingham, onde o papa beatificará o cardeal John Henry Newman, intelectual convertido do anglicanismo.

Veja detalhes do primeiro dia de visita (baixar arquivo em pdf): Papa no Reino Unido 16set2010, O coração da Inglaterra é cristão 16set2010, Homilia em Bellahouston Park 16set2010.

Segundo dia: Papa no Reino Unido 17set2010, Discurso na Westminster Hall 17set2010.

Terceiro dia: Papa no Reino Unido 18set2010.

Quarto dia: Papa no Reino Unido 19set2010, Homilia na beatificação de John Henry Newman 19set2010, Angelus – Newman filho de Maria 19set2010.

E de Roma: Balanço do Papa sobre visita ao Reino Unido 22set2010

cor ad cor loquitur

“o coração fala ao coração”


“A ORAÇÃO NOS TORNA SEMELHANTES A DEUS”

La Iglesia está de Fiesta por la beatificación del cardenal John Henry Newman. El Papa elevó a los honores de los altares a esta eminente figura, que surge a raíz de una larga tradición de santidad inglesa y que dedicó su vida a la búsqueda de la verdad. El lema del cardenal Newman, ‘el corazón habla al corazón’ –precisó Benedicto XVI durante su homilía- nos permite penetrar en su comprensión de vida cristiana como un llamado a la santidad, experimentada como un profundo deseo del corazón humano de entrar en comunión íntima con el corazón de Dios”.

O Haiti e a experiência de vida cristã

Posted in Ação Solidária, Bento XVI, espiritualidade, Globalização, Inclusão Social, Iniciativas pela Paz, Senso Religioso on 19/01/2010 by ehlsinore
O aspecto espiritual do sofrimento no Haiti
A tragédia pode conduzir a uma maior fé em Deus

Carl Anderson*

NEW HAVEN, EUA, 19/jan/2010 (ZENIT.org). – Nos últimos dias, todos nós estivemos horrorizados pelas cenas de morte e destruição no Haiti. Milhões de nós buscam formas de aliviar o sofrimento do povo haitiano. (…)

Nos EUA, uma das “explicações” mais controversas veio de um pastor protestante, que sustenta que o Haiti teria sido “amaldiçoado” no momento em que seus fundadores teriam “firmado um pacto com o demônio” para obter a independência da França. Tais comentários, como se pode imaginar, suscitaram uma enorme controvérsia.

No Antigo Testamento há muitos relatos de nações punidas por Deus por pecados como a idolatria e a injustiça, e alguns cristãos continuam a recorrer a estas histórias para explicar eventos mundiais.

Os católicos de hoje, porém, olham numa direção diferente quando buscam compreender como Deus lida com nossa condição de pecadores. Seu olhar não precisa ir além do crucifixo sobre o altar de suas igrejas. Deus ligou-se livre e amavelmente ao sofrimento humano com o sacrifício de Seu Filho na cruz.

Estes evangélicos que citam com tanta freqüência João 3:16 deveriam também lembrar do que diz o versículo seguinte: “Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”.

A tragédia no Haiti deixará, provavelmente, efeitos de longo prazo, não apenas para aqueles que perderam seus entes queridos, mas para toda uma geração que testemunhou tamanha destruição. É importante que compreendamos o significado profundo do que ocorreu no Haiti.

Muitos informes têm comparado os eventos no Haiti à recente devastação provocada pelo furacão Katrina nos EUA, ou com o terremoto ocorrido na Cidade do México em 1985. Mas a tragédia do Haiti tem probabilidade de provocar um impacto psicológico de longo prazo, tal qual o terremoto ocorrido em Lisboa em 1775. Este último foi seguido de um tsunami e de um grande incêndio que se alastrou por toda a cidade, matando um milhão de pessoas.

A catástrofe ocorrida em Lisboa mudou a forma de pensar de muitos intelectuais influentes do século 18, incluindo Voltaire, Kant e Descartes. O terremoto ocorreu durante a Festa de Todos os Santos num país de maioria católica, o que fez com que muitos cristãos europeus colocassem em dúvida sua própria fé em Deus.

Nos próximos dias, é possível que sejamos testemunhas de um processo similar. Por isso, o Haiti representa hoje um teste para nossa fé e nosso comprometimento com nossos irmãos.

Pensando no Haiti ao longo dessa semana, não pude deixar também de pensar na obra do padre Damião de Molokai, “o apóstolo dos leprosos”, recentemente canonizado por Bento XVI. Há muitos anos, tive a oportunidade de visitar Molokai, no Havaí, e enquanto visitava a paróquia, vi a fotografia de uma anciã tirada nos anos 30. Havia perdido as orelhas, o nariz, os dedos dos pés e das mãos com a lepra. Estava também cega. Mesmo assim, todos os dias, recitava o rosário segurando-o entre os dentes.

Não muito tempo depois, eu falava com um sacerdote missionário que havia aberto um abrigo para doentes de lepra. Todos os dias, enquanto celebrava a missa, um ancião, também cego devido à doença, dizia durante a oração dos fiéis: “Deus Pai, te agardeço por todas as coisas boas que me concedeu”.

(…) a melhor resposta (…) vem daqueles cujo sofrimento vai além do que somos capazes de imaginar, e ainda assim, são capazes de viver a realidade de que Deus uniu-se a eles em seu sofrimento.

Na homilia pronunciada na missa de canonização de padre Damião, o Papa disse que “Jesus convida seus discípulos a doarem totalmente suas vidas, sem ponderações ou ganhos pessoais, com confiança irrestrita em Deus. Os santos atendem a esse chamado, e se colocam com doce humildade, a seguir Jesus crucificado e assunto aos céus”.

“Sua perfeição, numa lógica de fé que às vezes pode parecer incompreensível, consiste em não colocar mais a si mesmos no centro, mas em optar por andar contra a correnteza, vivendo segundo o Evangelho”.

Esta é a chave para compreender os eventos de Molokai e do Haiti. E será esta a medida de nossa resposta como cristãos.

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*Carl Anderson é escritor e cavaleiro supremo da Ordem dos Cavaleiros de Colombo, grifos meus.

Para ajudar o Haiti (ongs que já atuavam e atuam no país, testemunho direto e notícias do que ocorre): http://www.avsi.org/ (em português: http://www.avsibahia.org.br)

http://www.cesal.org/

http://www.msf.org.br/haiti/

Em pdf, mais um instrumento para compreender e ajudar: HaitiBR

2005, Papai Noel em depressão; 2009, Natal na Terra de Ninguém

Posted in Cultura, Educação, espiritualidade, Estado e Igreja, Identidade, Iniciativas pela Paz, Liberdade Religiosa, Manifestações Religiosas, preconceito e discriminação, Senso Religioso, Unidade / Pluralidade with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 28/11/2009 by ehlsinore

"Papai Noel Depressivo" de Dennis Cox. A imagem ilustrativa não faz parte do artigo original ao lado

Papai Noel em depressão

“Quem, no Brasil, convidado a assistir a um show de Natal com elenco amador numa igreja evangélica de província, seria louco o bastante para ir lá com a expectativa de encontrar um espetáculo artisticamente relevante? Pois bem, acabo de sair da Assembléia de Deus do West End de Richmond, Virginia, ainda mal refeito de um choque cultural. Sincerely Yours, comédia musical natalina com script de Kathy Craddock baseado numa idéia de Pat Bragg e equipe, música e regência de Ron Klipp e direção de Bob Laughlin, é um espetáculo digno da Broadway, mais caprichado do que tudo o que já vi nos palcos brasileiros. São mais de duzentos atores cantando, dançando e fazendo acrobacias, numa coreografia complexíssima dirigida por mão certeira. A platéia vibra com a ação rápida, e a música entusiasticamente alegre se impregna na sua alma deixando uma impressão inesquecível.

SÁTIRA – O enredo é uma sucessão de situações cômicas absurdas, no melhor estilo Frank Capra, concebidas a partir da pergunta: como reagiria Papai Noel (Santa Claus, para os americanos) diante da atual campanha dos ateus, materialistas e anticristãos para escorraçar o Natal da vida pública? Sátira de um conflito muito real que põe em risco o destino de toda a sociedade americana, a história começa na véspera do Natal, com os ajudantes do velhinho, na maior excitação, enchendo o trenó de presentes e esperando a partida para mais uma viagem através do mundo. Mas o chefe não aparece: está trancado em casa, mortalmente deprimido, diante de uma pilha de cartas de meninos e meninas modernizados, insolentes, que desprezam o nascimento de Jesus e só querem saber de brinquedos caros – um deles prefere até sua parte em dinheiro. Um show de egoísmo e insensibilidade. Dar presentes, nessas circunstâncias, só serve para fomentar a vaidade e o orgulho. Sentindo-se um corruptor involuntário da infância, Papai Noel se condena: “Todo o trabalho da minha vida foi um tiro que saiu pela culatra”.

DOUTORZINHO – A sra. Claus tenta animá-lo, juntando um grupo de crianças para fazer uns afagos no ego do velho, mas as crianças só dão gafes freudianas e reforçam a impressão de que a infância está mesmo estragada. Erguendo placas para formar o nome “Santa”, conseguem até trocá-lo por “Satan”. Papai Noel afunda no total desespero. A esposa, atendendo à sugestão de tagarelas da vizinhança, vai ao cabelereiro se embonecar toda para ver se desperta algum ânimo no marido, mas enquanto isso ele é removido a um hospital pelo Social Security. Em vão ele protesta que não há nada de errado com ele, que o problema é com as crianças. Em cenas de uma comicidade alucinante, o paciente é submetido a todas as humilhações radiológicas, dietéticas, sexológicas e psiquiátricas de que é capaz a medicina moderna, personificada num doutorzinho de dez anos de idade. Quando volta, com a bunda doendo das injeções, Santa Claus nem repara no penteado da mulher, que então lhe passa um sabão em regra, acusando-o de ter perdido seu antigo entusiasmo visionário e se transformado num egoísta senil, rabugento, intoxicado de autopiedade, como o Scrooge de Conto de Natal de Dickens (leitura proibida em escolas “politicamente corretas”). Quanto mais ela fala, mais o marido piora. No fim, ele está decidido: não vai a parte alguma, as crianças do mundo que se danem. A sra. Claus resolve então entregar ela própria os presentes, mas os ajudantes não parecem considerá-la muito convincente nas funções de Papai Noel.

CONSPIRAÇÃO – Nesse ínterim, um investigador nomeado pela comunidade descobre que por trás de tudo há uma conspiração para desmoralizar o Natal sob argumentos hipócritas. A trama vem de uma ONG internacional do crime que reúne os piores tipos de todos os tempos: Lex Luthor, o Pinguim, Cruela, a Rainha Malvada, o Capitão Gancho e outros da mesma laia – uma caricatura cruel da ACLU, a União Americana dos Direitos Civis, cujo nome encobre uma quadrilha de puxa-sacos de Saddam Hussein, Bin Laden, Fidel Castro e Hugo Chávez, empenhados em proibir árvores de Natal, monumentos religiosos e qualquer menção pública ao nome de Deus (exceto, é claro, para os muçulmanos). Só que os bandidos da peça foram mais inteligentes que a ACLU: em vez de atacar diretamente o Natal, empreenderam contra ele uma campanha de desinformação, trocando as cartas de crianças para Papai Noel por mensagens forjadas para desorientar o velhinho.

Mas, antes mesmo que lhe chegue a revelação da trama, ele recebe uma carta atrasada, que escapou à falsificação geral. O remetente, Aaron Williams, de Richmond, Virginia, não quer nada para si: pede apenas algum consolo para sua mãe, entristecida pela morte de um cãozinho doméstico. Ao ler as palavras de despedida, “Sincerely yours“, “sinceramente seu”, Papai Noel se dá conta de que o sentido do Natal não está perdido enquanto subsistir numa só alma viva. É a lembrança de um Deus que se oferece em sacrifício a cada pessoa numa mensagem de amor: “sincerely yours“. Reencorajado pelos bons sentimentos do menino, ele já começa a voltar atrás na sua recusa de viajar, quando chegam os mensageiros do detetive e, contando tudo, lhe mostram que, por trás da imagem de um mundo totalmente materialista e descristianizado, fabricada de propósito pelos conspiradores para denunciá-la em seguida e culpar o capitalismo, ainda existem milhões de Aarons Williams. O sr. e a sra. Claus partem então para entregar os presentes, e a primeira casa em que param é, evidentemente, a de Aaron. Junto à cama do menino adormecido há um presépio que se transfigura em realidade. Jesus Cristo está nascendo naquele momento.

Já é o terceiro Natal em que a Assembléia de Deus do West End, com uma nova peça a cada ano, mostra o poder da sua inventividade teatral e musical. Vale a pena uma espiada no site do grupo, http://www.gloriouschristmasnights.com”(*).

(Olavo de CARVALHO, Diário do Comércio, 05/XII/2005)**

Observações nossas ao artigo acima

(*) Natal na Terra de Ninguém – No endereço indicado achar-se-á a produção da performance natalina da West End Assembly of God para 2009, No Man’s Land (Trégua de Natal), produção épica inspirada na armistício informal, pois sem o consentimento do Alto Comando de cada exército, ocorrido no front ocidental, no Natal do primeiro ano da I Grande Guerra (1914) entre soldados franceses, belgas, britânicos e alemães, quando as trincheiras e os fogos de artilharia cederam à troca de presentes e às partidas de futebol embalados por um multilingue Noite Feliz (veja artigo sobre o evento em Grandes Guerras e nos Arquivos do “The Times matéria publicada no jornal londrino em 01jan1915 sobre o ocorrido).

Charge da época alusiva ao surpreendente armistício natalino de 1914.

** Vide em “comentário” abaixo.

E o Rio foi escolhido pra sediar os Jogos de 2016!

Posted in Consumidor, Cultura, Diversidade, In Corpore Sano, Inclusão Social, Iniciativas pela Paz, Patrimônio, Unidade / Pluralidade with tags , , , , , , , , , on 04/10/2009 by ehlsinore

Rio 2016 candidate city

Temos agora uma nova e séria responsabilidade perante o mundo e perante nós mesmos.  Um dos itens do projeto, o qual foi reiteradas vezes indicado como fator a favorecer nossa candidatura, acoplados às obras de infra-estrutura para os Jogos, são os investimentos sociais dos quais a cidade do Rio de Janeiro tanto necessita.  Se um saldo positivo dos Jogos Panamericanos ficou, outro negativo dele também foi oriundo, inclusive no modo como os gastos foram conduzidos.

Afastemos os erros e fiquemos com os acertos, e estejamos atentos para as necessárias cobranças de modo a usufruirmos o melhor dessa oportunidade para o benefício do nosso povo, em especial os mais necessitados!

O vídeo no post abaixo pode ser visto na página oficial da candidatura da cidade do Rio de Janeiro como sede para os Jogos de Verão Olímpicos e Paraolímpicos em 2016: http://www.rio2016.org.br

Na barra lateral, página com vídeo oficial sobre o projeto das obras para os Jogos de 2016.

This is a video from the official website of the candidature of Rio de Janeiro to host the 2016 Summer Olympic Games.

Este es un video del sitio oficial de la candidatura de Río de Janeiro para recibir los Juegos Olímpicos de Verano de 2016.

Este é um vídeo do site oficial da candidatura do Rio de Janeiro a receber os Jogos Olímpicos de Verão de 2016.

Il s’agit d’une vidéo du site officiel de la candidature de Rio de Janeiro de 2016 accueillir les Jeux Olympiques d’Été.

21/09 – ONU conclama pelo cessar-fogo no Dia Internacional da Paz

Posted in Bento XVI, Iniciativas pela Paz, Manifestações Religiosas, Nações Unidas, Paulo VI, Senso Religioso with tags , , , , , , , , on 21/09/2009 by ehlsinore

ONU pede que Mundo observe um minuto de silêncio em nome da Paz

ONU pede que Mundo observe um minuto de silêncio em nome da Paz

Em 30/11/1981 a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) fixou uma data permanente para a celebração de um Dia Internacional da Paz: o dia 21 de Setembro.

A Assembleia Geral proclamou o Dia como uma data de cessar-fogo em áreas de conflito e de não violência em todo o mundo.
Desde então a ONU tem celebrado este dia, cuja finalidade não é apenas que as pessoas pensem na paz, mas sim que façam também algo a favor da paz.
Segundo a ONU, a data deve constituir-se como um tempo propício para concentrar os esforços das Nações Unidas, dos seus países membros e de toda a humanidade, a fim de promover os ideais da paz e para manifestar, com clara evidência, o seu compromisso com a paz, de todas as formas.
A ONU incentiva que o Dia pela Paz Mundial seja celebrado também espiritualmente e que os vários grupos religiosos rezem pela Paz Mundial.
Por isso, faz questão que em todas as comunidades se façam orações e se renove o compromisso com a justiça e a paz.
Secretário-geral da ONU lança apelo ao desarmamento nuclear no Dia Internacional da Paz
O secretário-geral da ONU lançou este ano (em 18/09) um apelo ao desarmamento e à não-proliferação nuclear por ocasião do Dia Internacional da Paz, que se celebra a 21 de Setembro.

‘Neste Dia Internacional da Paz, a minha mensagem é simples: Temos de Desarmar! Temos de viver em paz’, afirma Ban Ki-moon numa mensagem divulgada pela ONU, apelando também a uma reflexão sobre os horrores e o custo da guerra.

A iniciativa soma-se ao Dia Mundial da Paz criado pelo Papa Paulo VI, com uma mensagem datada de 08/12/1967, para que o primeiro fosse celebrado sempre no primeiro dia do ano civil (1º de janeiro), a partir de 1968, o que vem ocorrendo desde então.
Para cada ano um novo tema é escolhido (em 2009: “Combater a pobreza, construir a Paz”), e o de 2010 já está definido pelo Papa Bento XVI : “Se quiser cultivar a Paz, preserve a criação“.