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Para entender: por que diante da pressão do Governo Lula contra vários bispos, Papa veio a se somar à CNBB na defesa da Igreja

Posted in Bento XVI, Eleições Brasil 2010, Estado e Igreja, Liberdade Religiosa, Papado with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 30/10/2010 by ehlsinore

TENTATIVA DE GOVERNO DE INTERFERIR NA IGREJA CATÓLICA É UMA OFENSA À LIBERDADE RELIGIOSA E REVELA TENDÊNCIA DITADORIAL

Bispos devem lembrar fiéis que voto está destinado á promoção do bem comum, disse Bento XVI (L'Osservatore Romano)

Bento XVI recebeu os bispos do Regional Nordeste 5 da CNBB (correspondente ao Estado do Maranhão) às 11h em Roma (7h no horário de Brasília) da manhã de 5ª feira, 28 de outubro, por ocasião da visita que a cada cinco anos todos os bispos devem fazer ao Papa (a assim chamada visita ad limina Apostolorum), com o objetivo de expor o balanço das principais atividades da diocese ou região, acolher as sugestões e orientações e refletir sobre as opções e alternativas pastorais.

Durante a  visita o Papa rejeitou com firmeza as estratégias políticas que tentam fazer do aborto um direito humano.

“Seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até a morte natural. (…) Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal

democrático é atraiçoado nas suas bases”.

Ao afirmar ser missão da Igreja fermentar a sociedade com o Evangelho, o Papa defendeu o dever dos bispos emitirem juízo moral também em matéria política quando “os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem”, lembrando, porém, que “o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos. (…) O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato”.

O Bispo Emérito de Viana (MA), Dom Xavier Gilles de Maupeou d’Ableiges, fez o discurso de saudação ao Papa em nome do episcopado. O Pontífice, por sua vez, agradeceu o zelo e dedicação dos bispos, indicando os grandes problemas de caráter religioso e pastoral. “O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança”, disse.

Ao final deste post alguns trechos mais da fala do Papa Bento XVI, fala esta colocada, logo antes desses trechos, na íntegra em pdf, para ser baixada por quem desejar, assim como na íntegra também pode ser baixado o pronunciamento dos bispos do Maranhão.

Na mesma ocasião e com os mesmos objetivos coincidiu de se realizar a visita anual da Presidência da CNBB ao Papa (composta por seu presidente Dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana em MG, o vice  Dom Luis Soares Vieira, arcebispo de Manaus no AM e o secretário geral Dom Dimas Lara Barbosa, bispo auxiliar do Rio de Janeiro).

No dia seguinte (29), ainda em Roma, a Presidência lançou uma nota (a qual pode ser lida no site da CNBB), onde se diz: “Com alegria e gratidão acolhemos, em primeira mão, o discurso que o Papa Bento XVI dirigiu a esses nossos irmãos Bispos [os do Maranhão] e, através deles, a todo o episcopado brasileiro. Em seu pronunciamento, o Santo Padre confirmou a preocupação constante da Igreja no Brasil em defesa da vida, da família e da liberdade religiosa. O Santo Padre enfatizou o direito e o dever de cada Bispo, em sua Diocese, de orientar seus fiéis em questões de fé e moral, inclusive em matéria política, confirmando o que a CNBB havia recordado em documentos, notas e entrevistas anteriores. O mesmo direito e dever, de acordo com as normas canônicas, estende-se à própria Conferência enquanto organismo a serviço da comunhão episcopal e da pastoral orgânica em nosso país.”

Uma resenha das tentativas do Governo Lula de silenciar a Igreja nesta eleição

VIDE TAMBÉM:

CLIQUE “Denúncia: Governo Lula tenta interferir na CNBB para beneficiar Dilma” sobre o “pedido” do chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho à CNBB e ao núncio apostólico pra “intervir” junto aos bispos contrários à candidatura de Dilma.

CNBB lança CF 2011 e responde à tentativa de ingerência do Gabinete da Presidência: não se pode silenciar a Igreja” quando a direção nacional  da entidade, apesar de não se manifestar sobre algum candidato em particular e apenas indicar critérios, insiste: “O bispo tem plena autonomia. Ele tem o direito e o dever, de acordo com sua consciência, de orientar os seus fiéis”, inclusive indicando candidatos aos integrantes de sua diocese.

O EPISÓDIO DOS PANFLETOS APREENDIDOS

ENQUANTO ALGUNS CEDEM ÀS PRESSÕES OUTROS RESISTEM

17/10/2010 18h24 – Atualizado em 17/10/2010 21h37

Bispo de Regional da CNBB defende divulgação de panfleto contra Dilma

‘Divulgação continua agora no segundo turno’, diz dom Benedito Beni.
Bispo diz que distribuiu 10 mil panfletos em 31 paróquias de Lorena.

Robson Bonin Do G1, em Brasília

O texto é legítimo e foi aprovado no dia 26 de agosto, em São Paulo. A comissão episcopal representativa do Regional Sul 1, que engloba diversos bispos, fez uma nota no dia 26 de agosto, pedindo que esse apelo aos brasileiros e brasileiras tivesse ampla divulgação e isso ficou a critério de cada bispo. A divulgação começou a ser feita antes do primeiro turno e continua agora, antes do segundo turno. De modo que é um documento 

A diocese de Lorena, conta com 14 cidades do vale histórico e tem como bispo Dom Benedito Beni dos Santos

legítimo assinado pela presidência do Regional Sul 1 em nome do conselho episcopal”

Dom Benedito Beni dos Santos, bispo diocesano de Lorena

O vice-presidente do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Benedito Beni dos Santos, questionou neste domingo (17) a versão apresentada pelo presidente do regional, Dom Nelson Westrupp, segundo a qual o Regional Sul 1 não patrocina a impressão e a distribuição de folhetos a favor ou contra candidatos.

“O texto é legítimo e foi aprovado no dia 26 de agosto, em São Paulo. A comissão episcopal representativa do Regional Sul 1, que engloba diversos bispos, fez uma nota no dia 26 de agosto, pedindo que esse apelo aos brasileiros e brasileiras tivesse ampla divulgação e isso ficou a critério de cada bispo. A divulgação começou a ser feita antes do primeiro turno e continua agora, antes do segundo turno. De modo que é um documento legítimo assinado pela presidência do Regional Sul 1 em nome do conselho episcopal”, disse ao G1 dom Benedito Beni dos Santos, que é bispo diocesano de Lorena (SP).

Neste sábado [16/10/2010], uma gráfica no bairro do Cambuci, em São Paulo, informou que imprimiu 2,1 milhões de folhetos com o texto intitulado “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”, assinado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB. A candidata Dilma Rousseff classificou a distribuição desses folhetos como “crime eleitoral”.

Dom Benedito dos Santos confirmou que o panfleto foi distribuído pela comissão. “Recebemos diretamente da Comissão em Defesa da Vida”, disse. A área de abrangência do Regional Sul 1 da CNBB compreende todo o estado de São Paulo.

O texto relaciona o PT e a presidenciável Dilma Rousseff à defesa da legalização do aborto e recomenda “encarecidamente a todos os cidadãos brasileiros e brasileiras” que, “nas próximas eleições, deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalização do aborto”.

No sábado (16), o PT registrou boletim de ocorrência na polícia e fez uma representação à Justiça Eleitoral. Neste domingo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ordenou à Polícia Federal a apreensão dos panfletos na gráfica.

Na nota divulgada neste domingo, o presidente do Regional Sul 1, Dom Nelson Westrupp, e demais bispos afirmaram que “não indicam nem vetam candidatos ou partidos e respeitam a decisão livre e autônoma de cada eleitor”.

‘Ampla difusão do documento’
Para dom Benedito Beni dos Santos, um dos integrantes da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, que assina o documento “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”, distribuídos em igrejas católicas, a nota deste domingo contraria a decisão de “dar ampla difusão do documento”.

“Em nota do dia 26 de agosto, a presidência e a comissão representativa dos bispos do Regional Sul 1 da CNBB, em sua reunião ordinária, acolheram e recomendaram a ampla difusão do ‘Apelo a todos os brasileiros e brasileiras’. Assina a nota o presidente do Conselho Episcopal dom Nelson Westrupp. Então, causou a mim estranheza que essa nota tão clara seja agora, de certo modo, considerada como não autêntica”, disse dom Benedito dos Santos.

O bispo diocesano de Lorena diz que ficou “a critério de cada bispo” do Regional Sul 1 a divulgação do documento em forma de panfleto.

Apenas em Lorena, segundo ele, foram distribuídos 10 mil panfletos nas 31 paróquias da diocese. “Distribuímos para 31 paróquias da diocese e continuamos distribuindo no segundo turno. Estamos sendo fiéis ao que o representativo do Regional 1 pediu”, justificou.

O bispo chama de “oportunismo eleitoral” a carta apresentada pela candidata do PT na qual afirma ser contra o aborto e explica a orientação repassada aos fiéis.

“O documento cita o nome dela [Dilma] como aquela que aprovou o 3º Programa de Direitos Humanos do Governo. A nota não aconselha a votar nela. É uma recomendação de não votar no Partido dos Trabalhadores e em todos os candidatos favoráveis ao aborto”, declarou.

Veja abaixo reprodução do folheto distribuído pelo Regional Sul 1 da CNBB:

Panfleto contra Dilma com texto do Regional Sul I da CNBB. (Foto: Reprodução)

Discurso em pdf dos bispos do MA ao Papa, na visita ad limina em 28out2010

Íntegra do discurso do Papa aos bispos do Nordeste 5 em 28out2010 (em pdf)

TRECHOS DO PRONUNCIAMENTO DO PAPA AOS BISPOS QUE LHE VISITAVAM (entre parêntesis link para acessar o documento ao qual faz referência)

(…) o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29).

(…) Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. Gaudium et Spes, 76).

(…), seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até a morte natural (cf. Christifideles laici, 38).

Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74).

(…) Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida “não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambiguidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo” (ibidem, 82).

(…) Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é “necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o ‘Compêndio da Doutrina Social da Igreja'” (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3).

(…) Deus deve “encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política” (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.
(…)

CNBB lança CF 2011 e responde à tentativa de ingerência do Gabinete da Presidência: não se pode silenciar a Igreja

Posted in Eleições, Eleições Brasil 2010, Estado e Igreja, Liberdade Religiosa, preconceito e discriminação with tags , , , on 22/10/2010 by ehlsinore

 

Em entrevista coletiva, o presidente da CNBB dom Geraldo Lyrio Rocha e o secretário-geral da entidade dom Dimas Barbosa lançam os temas das CFs 2011 e 2012 e rebatem as críticas de que a Igreja estaria se intrometendo em assuntos de Estado.

AS CAMPANHAS DA FRATERNIDADE EM 2011 E 2012

(Gazeta do Sul) As CFs (Campanhas da Fraternidade) de 2011 e 2012 terão como temas, respectivamente, o AMBIENTE e a SAÚDE PÚBLICA.

A Campanha da Fraternidade  de 2011, cujo tema é ” Fraternidade e a vida no planeta”, tem como lema  “A criação geme como em dores de parto“.

D. Dimas e D. Geraldo na coletiva à imprensa que lança a CF 2011

A REUNIÃO DO CONSELHO PERMANENTE DA CNBB

(CNBB) A apresentação dos temas das próximas CFs e, mais especialmente do material da Campanha de 2011 se deu durante uma coletiva de imprensa, na sede da Conferência Nacional dos bispos do Brasil (CNBB), na tarde desta quinta-feira, 21 [de outubro de 2010]. Este foi um dos pontos da pauta da reunião do Conselho Permanente da CNBB, terminada no mesmo dia às 17h.

“A Campanha da Fraternidade deste ano (2011), reflete a questão ecológica, com foco, sobretudo, no problema das mudanças climáticas. Ela se coloca em sintonia com uma cultura que está se expandindo cada vez mais, em todo o mundo, de respeito pelo meio ambiente e do lugar em que Deus nos coloca, não só para vivermos e convivermos, mas também para fazer deste o paraíso com o qual tanto sonhamos”, disse dom Dimas.

Questionado se a escolha do lema “A criação geme como em dores de parto” foi feita em virtude das discussões acerca do aborto que ocorre neste período eleitoral, o presidente da CNBB disse que não e explicou o processo de definição dos temas da Campanha da Fraternidade.

“Essa escolha (do tema da CF-2011) não se fez agora, no contexto das discussões do momento atual. A escolha do tema de 2012, inclusive, já foi definida. Esse processo acontece com dois anos de antecedência”, disse. “O tema Fraternidade e vida no planeta inclui a questão do aborto, mas não se esgota nisso”, acrescentou o arcebispo.

O secretário Executivo da Campanha da Fraternidade, padre Luiz Carlos Dias, presenteou os jornalistas com um texto-base da Campanha, documento que aprofundada o tema proposto. “O objetivo da campanha é de contribuir para a conscientização das comunidades cristãs e pessoas de boa vontade sobre a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas, e motivá-las a participarem dos debates e ações que visam enfrentar o problema e preservar as condições de vida no planeta”, declarou o padre. A Campanha da Fraternidade terá início na Quarta-feira de Cinzas, 9 de março de 2011, e se estende por toda a Quaresma.

Segundo a Reuters (em BRASÍLIA, reportagem de Maria Carolina Marcello) –

Numa sociedade democrática, o que não se pode fazer é querer silenciar a Igreja como se ela não pudesse manifestar a sua posição“, defendeu o presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) dom Geraldo Lyrio Rocha.

“A Igreja, com o peso e o volume que tem, quando fala, é acusada de estar se intrometendo num âmbito que não é da sua competência. Esse argumento é falso”, disse a jornalistas.

Dom Geraldo Lyrio afirmou que, apesar de o Estado brasileiro ser laico, a sociedade é “profundamente religiosa”, o que justificaria discutir não só temas econômicos ou administrativos, mas também temas caros à Igreja, como o aborto e a eutanásia.

A AMEAÇA DE DITADURA LAICA

“Silenciar” a Igreja significaria, de acordo com o presidente, uma “ditadura laica”. “A Igreja tem uma missão profética. Ela não vai se silenciar, porque ela tem a missão de defender valores”, afirmou.

Dom Geraldo Lyrio reiterou que as posições da CNBB são manifestadas apenas pelo presidente, pela Assembleia Geral e pelo Conselho Permanente da instituição. A entidade aconselha católicos a votarem de acordo com “critérios éticos, entre os quais se incluem especialmente o respeito incondicional à vida, à família, à liberdade religiosa e à dignidade humana”.

Os bispos podem e devem se manifestar da maneira que entenderem mais correta, de acordo com dom Geraldo, inclusive indicando candidatos aos integrantes de sua diocese.

“O bispo tem plena autonomia. Ele tem o direito e o dever, de acordo com sua consciência, de orientar os seus fiéis”, defendeu dom Geraldo Lyrio. “Eles falam ou em nome pessoal ou na qualidade de pastores de uma determinada diocese”, completou.

Ainda sobre a coletiva no DCI – Diário comércio, Indústria & Serviços:

ABORTO É TEMA FUNDAMENTAL

Para Dom Geraldo, o fato de o tema ganhar relevância foi positivo, apesar de posições “reduzidas” pelas quais a CNBB não deve se responsabilizar. “A moeda sempre tem dois lados. Se há inconvenientes de um lado, há uma vantagem enorme do outro. O tema [aborto] foi colocado em pauta e não se podia entrar em um processo eleitoral sem trazer à tona assuntos dessa natureza”, disse Dom Geraldo, durante entrevista coletiva para lançar o tema da campanha da fraternidade de 2011.

O presidente da CNBB reclamou ainda da argumentação de grupos defensores da flexibilização da legislação sobre aborto de que o Estado é laico e que, portanto, a Igreja não deve interferir nos temas políticos. “Estado laico não é sinônimo de estado ateu, antireligioso ou areligioso. O Estado brasileiro é laico, mas a sociedade brasileira não é laica, é profundamente religiosa, não estou dizendo só católica, mas evangélica, afro, dos cultos indígenas. Se Estado laico for entendido como um Estado que não permite com posições diferentes, não será Estado laico, será ditadura laica.”

Denúncia: Governo Lula tenta interferir na CNBB para beneficiar Dilma

Posted in Eleições Brasil 2010, Estado e Igreja, Liberdade Religiosa on 20/10/2010 by ehlsinore

20 de outubro de 2010 08:06, agestado:

Anteontem, o chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, revelou no programa Tribuna Independente, da Rede Vida de Televisão, emissora católica, que pediu a mediação do presidente da CNBB, d. Geraldo Lyrio Rocha, e do núncio apostólico, para tentar conter a campanha de bispos e padres contra Dilma. D. Lorenzo Baldisseri, segundo Carvalho, foi muito receptivo e prometeu analisar a polêmica.

A CNBB não faz parte da hierarquia da Igreja Católica. É simplesmente um organismo de comunhão eclesial como todas as demais conferências episcopais espalhadas pelo mundo. Por isso, não pode emitir juízo a favor ou contra um candidato, mas apenas divulgar critérios, aprovados coletivamente, que auxiliem no discernimento dos seus fiéis em um momento tão importante como as eleições.

Esse não é o caso de cada bispo, cujo único critério de catolicidade é a união com o Sumo Pontífice, o Papa, sem intermediação de qualquer conferência episcopal. Em sua missão apostólica, conforme discernimento próprio, dada a gravidade da escolha, um bispo pode vir a orientar e esclarecer mais precisamente os fiéis aos quais lhe foi dada a responsabilidade de apascentar.

Assim, a CNBB não tem qualquer ingerência sobre o múnus episcopal de qualquer bispo, seja em particular ou um grupo deles que decida manifestar-se publicamente.

Já a questão do núncio, ao mesmo tempo embaixador da Santa Sé junto ao país onde representa e delegado do Papa perante o episcopado local, soma mais um elemento à desfaçatez de um governo que já não é mais governo, posto abandonar a nação em prol de um grupelho político. O que deseja o sr. Gilberto Carvalho, aproveitando-se da amizade que possa ter com alguém da direção da CNBB?  Por que Roma atuaria em tema estritamente nacional  como é a eleição de um presidente da República? Cabe imaginar: que tipo de ameaça velada estaria Brasília fazendo?

É assim que se defende a liberdade religiosa?

A ação do chefe de Gabinete da Presidência da República não só trai uma real incompreensão das práticas da Igreja Católica como exibe uma faceta intervencionista do Governo Federal em algo que não lhe diz respeito. É um absurdo só superado quando a imprensa dá a entender que a direção da CNBB pensa considerar tal pedido.

Mais um exemplo de como a Presidência da República tem exorbitado de suas funções ao ter como único horizonte a campanha eleitoral da candidata governista. É o que se vê quando presidente e auxiliares  esquecem de suas funções e passam a agir unicamente como cabos eleitorais. Onde está a democracia?

O que esconde a carta de Dilma Rousseff sobre aborto e liberdade religiosa? Recurso para combater ‘central de boatos’?

Posted in Direito à Vida, Eleições Brasil 2010, Liberdade Religiosa, propaganda enganosa on 16/10/2010 by ehlsinore

“A candidata do PT à sucessão presidencial, Dilma Rousseff, disse que a carta que divulgou na tarde de hoje, na qual se compromete a manter a legislação atual referente ao aborto, tem como objetivo combater o que chamou de ‘central de boatos’ supostamente organizada pelo PSDB contra sua candidatura. ‘A carta é uma manifestação e dá aos pastores que apóiam a minha candidatura os instrumentos necessários para combater a central de boatos que assola o País’, afirmou.

(…)

’A carta só serve para uma coisa muito elementar: para que a verdade triunfe’, afirmou a petista. ‘Não se pode instigar o ódio religioso para se ganhar eleição. Isso é algo medieval’, criticou ela, referindo-se a uma manifestação da mulher do candidato José Serra (PSDB), Mônica, de que Dilma é a favor da ‘morte de criancinhas’.”

(Na íntegra: 15/X/2010,19h53m, O Estado de S. Paulo.)

Pois bem, essas considerações da candidata Dilma Rousseff resumem bem o texto e o espírito da carta, a qual analisamos agora e  cuja íntegra acha-se adiante exposta.

Não pertenço ao PSDB e nunca votei no PSDB (se Deus assim o permitir dia 31 de outubro será a 1ª vez), e tudo aqui divulgado, como também por outros amigos e conhecidos sem qualquer vínculo com o PSDB, o foi de modo totalmente independente como cristãos compromissados com valores e ideais enraizados no Evangelho.

Onde está o boato?

Não é e nunca foi boato que essa senhora, candidata a presidente, Dilma Rousseff, apresentava-se a favor da descriminalização ou da legalização do aborto. Isso é de sobejo comprovado, basta ter olhos para ver e ouvidos para ouvir.

Também é um fato que o PT e movimentos a ele ligados, em diversos documentos oficiais, também assim se manifestaram. Apesar dessa realidade não deixei de votar para deputado federal em um candidato do PT, no caso Alessandro Molon, pois a lei de fidelidade partidária faculta em casos como esse a objeção de consciência para não seguir deliberações coletivas do partido (*).

[(*) observem, entretanto, não ser exatamente o caso previsto no Estatuto do PT, pois conforme o seu artigo 13, inciso XV, pode o filiado, grifos nossos, “excepcionalmente, ser dispensado do cumprimento de decisão coletiva, diante de graves objeções de natureza ética, filosófica ou religiosa, ou de foro íntimo, por decisão da Comissão Executiva do Diretório correspondente ou, no caso de parlamentar, por decisão conjunta da respectiva bancada, precedida de debate amplo e público”; ou seja pelo Estatuto do PT só há liberdade de consciência se o partido permitir. Vide ESTATUTO DO PARTIDO DOS TRABALHADORES]

Molon é um católico consciente dos valores cristãos, sério e ético, coerente, amplamente conhecido de seu eleitorado e que em não apenas uma vez seguiu contrário a todo o resto da bancada do PT na Assembleia Legislativa enquanto deputado estadual. Deus o mantenha assim. Esse é o patrimônio que o tornou o deputado federal do PT mais votado no Rio de Janeiro.

Tal não é o caso da candidata Dilma Rousseff. Ninguém sabia, e creio que não se possa dizer efetivamente ainda que alguém o saiba: quem é essa senhora e o que ela pensa efetivamente? Tirada do bolso do colete, imposta pelo presidente Lula goela abaixo do seu próprio partido, contra a vontade de vários segmentos internos e sem maiores debates no PT. Nunca disputou eleição alguma e é uma total desconhecida, a grande incógnita, já se apresenta com pretensões a presidência da República.

Ela tenta posar agora de católica e cristã, crente nesses valores, mas fala do que não entende e não acredita. É tão péssima nisso que chega a afirmar que, textualmente, mais que “em Deus, acredito na força dessa deusa mulher que é Nossa Senhora” [?!]. Nada contra um não cristão candidato a presidente da República, existem pessoas sérias, honestas e éticas não cristãs, mas um candidato que esforça por criar um mistificação a seu respeito? Querer passar algo que não é e do qual não entende minimamente, pode-se confiar e votar nele?

Veja o momento no qual, entrevistada por Datena no programa “Brasil Urgente” da Bandeirantes, Dilma Rousseff diz essa tremenda asneira:

Entretanto, quando algum eleitor consciente se empenha em ir a fundo, buscando desvendar a face da candidata, logo o cenho da senhora Dilma Rousseff se fecha e passa a vituperar contra tudo e contra todos, destilando preconceitos.

Quais os preconceitos manifestados na Carta-manifesto de Dilma?

Um, bem básico: acusa de “medieval” quem instiga ódio religioso. Então me dirão, Dilma é economista, não é historiadora e nem mesmo era do tempo em que sentada nos bancos escolares podia usufruir de professores bem instruídos no combate ao preconceito da Idade Média como era das trevas, que dizer algo assim se trata de um tremendo erro histórico. Tudo bem, concordo, relevemos esse aspecto.

Não se pode, porém, aceitar que alguém com um mínimo de raciocínio atribua como próprio a um só período histórico, no caso o medieval, a existência de ódios religiosos. Tal realidade, infelizmente, podemos encontrá-la em qualquer quadrante da história e, se examinarmos com atenção, ainda poderemos constatar que tais ódios nunca são criados pela própria religião e sim pela sua instrumentalização política.

Pode-se ainda perguntar o porquê dessa referência desabrida ao período medieval: seria um ataque velado à Igreja Católica costumeiramente identificada com tal época? Revelaria um desconforto ao seu recentíssimo comportamento devoto? Mas nunca houve um pedido para que assim ela agisse, apenas se desejava que revelasse claramente as suas intenções e idéias.

Há ainda um segundo preconceito de fundo que diz respeito às pessoas que têm uma vida religiosa efetiva e a levam a sério em suas vidas. Estado laico não é estado laicista. O laicismo persegue as religiões, as amordaça, busca impedir as suas manifestações públicas. Já o Estado laico, não. Permite ele o convívio entre as religiões e entre quem é religioso e os agnósticos, ateus, espiritualistas e indiferentes. O Estado laico não assume uma religião como sendo a sua oficial ou mesmo qualquer credo, incluído nisso o credo ateísta, como um credo particular ao qual dá chancela oficial. Nele, no Estado laico, não há cidadãos de 2ª categoria, todos podem se manifestar livremente. E manifestar livremente implica dizer as razões que os movem em determinada questão, quais são os critérios de discernimento.

Por que só os sem religião podem apresentar as suas razões e critérios? Por que os com religião deveriam ocultar uma parte de seu ser? A candidata Dilma Rousseff exibe tal atitude preconceituosa: opinião de um religioso só vale quando coincide com a sua, quando é para apoiá-la. Se discorda é porque estaria destilando ódio religioso, num esforço de confinar os discordantes em um gueto e amordaçá-los.

E para dar mais força ao seu argumento vem falar em liberdade religiosa como se em algum momento ela tivesse sido ameaçada. Alguma religião porventura foi atacada? Onde? Quando? Como? Desde quando o abortismo tornou-se uma religião?

Configurar o debate sobre aborto como um conflito entre religiões é um exercício de mistificação cujo objetivo, além de distrair a atenção das principais questões, é poder granjear, à candidata Dilma Rousseff o falso título de paladina da liberdade religiosa. Trata-se de uma bandeira mentirosa, inventando um problema que nunca houve durante a campanha e que revela o seu verdadeiro espírito intolerante.

Há ainda um sofisma que precisa ser desmontado. Dizia Dilma, e ecoam os seus adeptos, não ser ela a favor do aborto, mas apenas a favor da descriminalização do aborto. Seriam duas coisas completamente distintas. Ora, para quem milita na luta pela vida não é de hoje, combatendo todas as manifestações de cultura morte, entre elas o aborto, só pode é sorrir diante de um argumento tão pueril.

Sempre o que se tratou na luta em torno do aborto, o que definiu a existência claramente de dois campos, era um que se autodefinia, em inglês, como pro choice, a favor da mulher ter total liberdade de escolha em definir se faz o não aborto, e daí a necessidade de legislações permissivas que o descriminalizassem, e outro lado autoproclamado pro life, a favor de manter e ampliar as legislações restritivas ao aborto, ou ao menos criar mecanismos de defesa ao indefeso (vide o Estatuto do Nascituro), pois não cabe ao ser humano, ainda mais diante de um inocente e indefeso, escolher entre matar ou não matar. A vida humana, pois, deve ser preservada, em sua plenitude. Daí que quando se diz ser alguém a favor do aborto, subentende-se se tratar de alguém a favor da sua liberalização legal ou descriminalização.

Não nos enganemos com a carta.

A carta é uma coleção de afirmações genéricas. No afã de apresentar algo de concreto sem se comprometer muito, inclui um o PNDH3, mas apenas pra dizer o que todos já sabem: “está sendo revisto”. E, verdade seja dita: bem antes dos embates eleitorais a reação da sociedade aos seus absurdos e inconstitucionalidades foi tão grande que o Governo Lula se viu obrigado a assumir a sua revisão.

Aspectos positivos na carta poderiam ser indicados dois: 1º) consolida o recuo da candidata em não pretender descriminalizar o aborto e 2º) sobre o PLC 122, afirma jamais sancionar “artigos que não violem a liberdade de crença, culto e expressão e demais garantias constitucionais individuais”.

Todavia, mesmo aqui, impõe-se relativizar tais vitórias. O primeiro revela-se uma faca de dois gumes. De um lado, caso essa declaração seja traduzida em atos na eventualidade de sua eleição, colocaria a hoje candidata em rota de colisão contra os diversos grupos que militam na direção de ampliar a possibilidade de realização de abortos no Brasil.

Por outro, tal compromisso pode servir para se ir também contra a luta de quem é verdadeira e efetivamente a favor da vida e hoje, por exemplo, batalha pela aprovação do Congresso do Estatuto do Nascituro, o qual náo modifica a legislação vigente, mas busca criar reais condições de sobrevivência e qualidade de vida para o nascituro, mesmo em casos de estupro.

O imaginado segundo aspecto positivo, em relação à PLC 122, não passa do reconhecimento do óbvio, como o próprio texto da carta assume. Permitir, com a desculpa de homofobia, a criminalização de quem opina, seguindo a Bíblia, ser a homossexualidade um pecado (o que não implica em ódio aos homossexuais se lembrarmos que o Evangelho reitera como atitude adequada não compactuar com o pecado, mas amar o pecador), redundaria em inúmeras ações de inconstitucionalidade, pois são garantidas pela nossa Carta Magna a liberdade de crença, culto e expressão.

Assim, não nos iludamos.

Movida por interesses eleitoreiros, premida pela ida da candidata ao segundo turno, a tão prometida carta se esforça por lançar uma cortina de fumaça sobre as questões polêmicas que diz enfrentar. Além de não enfrentá-las, exibe um ânimo agressivo por baixo dessa calculada trapalhada, fingindo ser boato e calúnia o fato sobejamente comprovado da candidata ter se manifestado em diferentes ocasiões a favor da descriminalização do aborto.

Ao chamar de sórdida a ação também de quem legitimamente a questiona,  e nesse questionamento segue uma linha de raciocícino  suficentemente fundamentada, ao tentar desqualificar indiscriminadamente quem não a apóia, a candidata Dilma Rousseff exibe o quão pouco satisfeita está com o seu próprio manifesto, com o fato de tê-lo apresentado.

Preferiria manter a atitude anisotrópica (vide Dilma, a anisotrópica) do primeiro turno? Haveria um desconforto seu pelas genéricas declarações expressas em sua carta-manifesto? Expressariam, de fato, tais declarações o íntimo de suas convicções? Parece, então, atender a carta, isso sim, apenas o intuito de ganhar as eleições a qualquer preço. A leitura atenta da carta, nos seus finalmente, resulta numa pergunta a martelar a cabeça: o que esperar de uma candidata, caso chegue à presidência, movida por tanto rancor?

ÍNTEGRA DA CARTA ABERTA DE DILMA ROUSSEF

Dirijo-me mais uma vez a vocês, com o carinho e o respeito que merecem os que sonham com um Brasil cada vez mais perto da premissa do Evangelho de desejar ao próximo o que queremos para nós mesmos. É com esta convicção que resolvi pôr um fim definitivo à campanha de calúnias e boatos espalhados por meus adversários eleitorais. Para não permitir que prevaleça a mentira como arma em busca de votos, em nome da verdade quero reafirmar:

1. Defendo a convivência entre as diferentes religiões e a liberdade religiosa, assegurada pela Constituição Federal;

2. Sou pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto;

3. Eleita presidente da República, não tomarei a iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto e de outros temas concernentes à família e à livre expressão de qualquer religião no País.

4. O PNDH3 é uma ampla carta de intenções, que incorporou itens do programa anterior. Está sendo revisto e, se eleita, não pretendo promover nenhuma iniciativa que afronte a família;

5. Com relação ao PLC 122, caso aprovado no Senado, onde tramita atualmente, será sancionado em meu futuro governo nos artigos que não violem a liberdade de crença, culto e expressão e demais garantias constitucionais individuais existentes no Brasil;

6. Se Deus quiser e o povo brasileiro me der, a oportunidade de presidir o País, pretendo editar leis e desenvolver programas que tenham a família como foco principal, a exemplo do Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e tantos outros que resgatam a cidadania e a dignidade humana.

Com estes esclarecimentos, espero contar com vocês para deter a sórdida campanha de calúnias contra mim orquestrada. Não podemos permitir que a mentira se converta em fonte de benefícios eleitorais para aqueles que não têm escrúpulos de manipular a fé e a religião tão respeitada por todos nós. Minha campanha é pela vida, pela paz, pela justiça social, pelo respeito, pela prosperidade e pela convivência entre todas as pessoas.

XVI Assembleia Nacional do Diálogo Católico-Judaico

Posted in Alteridade, Dica, Diversidade, Educação, espiritualidade, Iniciativas pela Paz, Liberdade Religiosa, Paulo VI, Senso Religioso, Unidade / Pluralidade on 13/10/2010 by ehlsinore

XVI Assembleia Nacional do Diálogo Católico-Judaico / V Encontro Inter-Religioso de Diálogo – EducAção

A reunião marca os 45 anos de publicação da Declaração Nostra Aetate pelo Concílio Vaticano II, documento que revolucionou as relações da Igreja com as demais religiões, em especial a judaica, ao reconhecer que os judeus não foram responsáveis pela morte de Jesus, enfatizar a origem judaica do cristianismo e recomendar o estudo das fontes judaicas.

Uma celebração inter-religiosa marcará a abertura do evento unindo no altar da sinagoga da ARI (Associação Religiosa Israelita) clérigos dos ritos judaico, católico, ortodoxo, protestante, muçulmano, candomblé, umbanda, bahai, budista e espírita.

Concomitante à realização da XVI Assembleia Nacional do Diálogo Católico-Judaico, nos dias 24 e 25 de outubro na ARI e na PUC-RJ (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), terá lugar o V Encontro Inter-Religioso de Diálogo e Educação para a Paz – EducAção, que visa conscientizar os participantes de que a Educação não se limita ao ensino teórico mas se transmite, também, pela ação.

Como, por exemplo, a experiência “Vizinhos de Portas Abertas” vivida por alunos dos colégios A. Liessen Scholem Aleichem e Santo Inácio, ou a descoberta, pelos alunos do Colégio Teresiano, da diversidade religiosa. Vivências que contribuem para a eliminação de preconceitos quase sempre originados pelo desconhecimento do outro.

O investimento é de R$35,00 e é necessário fazer a inscrição pelo site www.clfc.puc-rio.br/dcj.  Serão conferidos certificados aos participantes.

Locais do evento

Domingo, 24 de outubro: ARI (Rua General Severiano, 170, Botafogo, Rio de Janeiro, RJ)

2ª feira, 25 de outubro: Auditório B1| Ed. Frings – PUC (Rua Marques de São Vicente, 225, Gávea, Rio de Janeiro, RJ)

Blog “Voto Católico”: Fé e Política comprometidos com o Bem Comum

Posted in Dica, Direito, Direito à Vida, Direito Constitucional, Eleições, Eleições Brasil 2010, Estado e Igreja, Inclusão Social, Liberdade Religiosa on 30/09/2010 by ehlsinore

Contribuição da Igreja para a Paz e ameaça de Secularismo agressivo às religiões na chegada do Papa ao Reino Unido

Posted in Bento XVI, Diversidade, Estado e Igreja, Identidade, Iniciativas pela Paz, Liberdade Religiosa, Papado, Senso Religioso on 16/09/2010 by ehlsinore

Papa Bento XVI cumprimenta estudantes enquanto a rainha Elizabeth II observa, em Edimburgo.

Ao lado do Papa, rainha destaca contribuição da Igreja à paz

(Fonte: Agência EFE)  A rainha Elizabeth II destacou nesta quinta-feira, 17/IX/2010, a influência da Igreja Católica na solução do conflito norte-irlandês e sua contribuição à paz mundial.
Em discurso de boas-vindas ao papa Bento XVI, no palácio de Holyrood, residência oficial da rainha Elizabeth II em Edimburgo, onde o Pontífice iniciou hoje uma visita de Estado ao Reino Unido, a rainha ressaltou o trabalho da Igreja no combate à pobreza e à mudança climática e a favor do desenvolvimento.
Ao mesmo tempo, Elizabeth II considerou que a religião não pode se transformar nunca em um veículo de ódio, pois não há justificativa para utilizar a violência em nome de Deus.
A rainha, chefe da Igreja da Inglaterra, disse que seu país é firme na hora de defender a liberdade de credo, pois, afirmou, é “o núcleo de nossa sociedade democrática e tolerante”.
“A religião foi sempre um elemento crucial na identidade nacional, e isto faz com que a relação entre diferentes credos seja um fator fundamental na necessária cooperação dentro das nações e entre elas”, especificou a soberana.
“Não deixemos que se ofusque o fundamento cristão que sustenta suas liberdades”

Entre os temas abordados no primeiro discurso de sua visita, o Papa alertou contra as “formas agressivas de secularismo”: “Hoje, o Reino Unido se esforça para ser uma sociedade moderna e multicultural. Nesta exigente empresa, espero que possa manter seu respeito pelos valores tradicionais e pelas expressões culturais que formas mais agressivas de secularismo hoje já não dão valor ou até não toleram”.

Um dos objetivos desta viagem é destacar o papel que as diferentes fés cristãs presentes no país, oficialmente anglicano, podem desempenhar em uma sociedade cada vez mais secularizada.

O papa Bento XVI chegou hoje a Edimburgo para iniciar uma viagem oficial e pastoral de quatro dias ao Reino Unido, a primeira visita de Estado de um Pontífice ao país desde que Henrique VIII rompeu com Roma, em 1534, pois visita de João Paulo II, em 1982, foi uma visita pastoral e não de Estado. A capital escocesa é a primeira etapa de uma viagem que levará o papa também a Glasgow, Londres e Birmingham.
Na tarde desta quinta-feira, o Papa viajará para Glasgow, também na Escócia, onde celebrará uma missa no parque de Bellahouston, antes de seguir para Londres, cidade na qual prosseguirá sua visita de Estado amanhã.

O ponto culminante de sua viagem será no domingo, na cidade inglesa de Birmingham, onde o papa beatificará o cardeal John Henry Newman, intelectual convertido do anglicanismo.

Veja detalhes do primeiro dia de visita (baixar arquivo em pdf): Papa no Reino Unido 16set2010, O coração da Inglaterra é cristão 16set2010, Homilia em Bellahouston Park 16set2010.

Segundo dia: Papa no Reino Unido 17set2010, Discurso na Westminster Hall 17set2010.

Terceiro dia: Papa no Reino Unido 18set2010.

Quarto dia: Papa no Reino Unido 19set2010, Homilia na beatificação de John Henry Newman 19set2010, Angelus – Newman filho de Maria 19set2010.

E de Roma: Balanço do Papa sobre visita ao Reino Unido 22set2010

cor ad cor loquitur

“o coração fala ao coração”


“A ORAÇÃO NOS TORNA SEMELHANTES A DEUS”

La Iglesia está de Fiesta por la beatificación del cardenal John Henry Newman. El Papa elevó a los honores de los altares a esta eminente figura, que surge a raíz de una larga tradición de santidad inglesa y que dedicó su vida a la búsqueda de la verdad. El lema del cardenal Newman, ‘el corazón habla al corazón’ –precisó Benedicto XVI durante su homilía- nos permite penetrar en su comprensión de vida cristiana como un llamado a la santidad, experimentada como un profundo deseo del corazón humano de entrar en comunión íntima con el corazón de Dios”.