Archive for the propaganda enganosa Category

ONGs: Enigma?

Posted in Cidadania, Corrupção, Globalização, Meio Ambiente e Ecologia, Patrimônio, propaganda enganosa, Sustentabilidade e Meio Ambiente on 21/01/2014 by ehlsinore

O enigma das ONGs

Denúncia séria a respeito das Organizações Não Governamentais (ONGs) e sua atuação no Nordeste, Amazônia e África:

https://drive.google.com/file/d/0B_kXnOAth_DBLXFYbGhScGtnZTlWRmlVT29idlNIZlBRZ05v/edit?usp=sharing

(Clicar acima para compartilhar os slides ou diapositivos sobre o tema a partir de meu Google Drive)

Amigos da Terra

Leonardo Boff, mestre das palavras vazias? Desmistificando um falso debate.

Posted in Imprensa e Mídia, Pensamentos / Frases / Máximas, preconceito e discriminação, propaganda enganosa with tags , , , , , on 11/12/2012 by ehlsinore

A RESPEITO DO CONTRADITÓRIO DE LEONARDO BOFF A POLÊMICO ARTIGO DE REINALDO AZEVEDO COMENTANDO AS POSIÇÕES E O PENSAMENTO POLÍTICOS DE OSCAR NIEMEYER

Leonardo Boff

Clique aqui e leia na íntegra a resposta de Leonardo Boff (Carta Capital).

Reinaldo Azevedo

Clique aqui e leia na íntegra o artigo de Reinaldo Azevedo (Veja).

Será que ninguém se dá ao trabalho de ler ambos os artigos?

É muito mais fácil apontar em riste as alabardas ideológicas beneficiando-se do ambiente costumeiramente favorável  aos recém-falecidos e negar liminarmente que possa haver a possibilidade de discordância às unanimidades construídas midiáticamente!

Como devem fazer os historiadores, jornalistas, semioticistas e outros que fazem do seu ofício o exame atento dos textos, após ler o texto de Leonardo Boff fui à fonte pra ver o que tinha dito o artigo criticado pelo Boff e, surpresa, o artigo de Boff está longe de responder à análise desenvolvida por Reinaldo Azevedo, falseando amplamente o comentado por ele e as suas posições:

 

O articulista em questão, Reinaldo Azevedo, reproduz exatamente artigo de sua própria autoria por ocasião dos 99 anos de Niemeyer, no qual, em momento algum critica a obra de Niemeyer como arquiteto ou a sua genialidade neste campo, mas antes, isso sim, a elogia.

 

O que Reinaldo Azevedo observa é que a excelência de uma obra não avaliza as ideias do artista em outros setores do pensamento, particularmente a política, e, a partir daí, e de outros exemplos, questiona o comunismo de Niemeyer e seus posicionamentos ideológicos.

 

Claro, pode-se questionar a forma como o Reinaldo Azevedo coloca a sua avaliação, o calibre do tom, parecendo desrespeitoso, mas não o conteúdo do por ele afirmado.

 

A tese em si está corretíssima (a vida e o pensamento do autor, infelizmente, nem sempre correspondem à genialidade de suas obras e admirar a beleza destas não implica em concordar com os primeiros) e, já alertava Nelson Rodrigues, devemos tomar cuidado com os óbvios ululantes como aquele que Boff tenta construir em seu artigo de que Niemeyer seria inquestionável em todos os terrenos.

 

Perdoem-me quem aplaudiu o texto de Boff, mas, quando confrontado com o texto do Reinaldo que o motivou, o texto de Boff revela-se uma falácia. Ele esgrima com imagens e sentimentos, pra sensibilizar o leitor, mas é vazio de razão: um balão inflado!

 

Devemos tomar cuidado com as unanimidades impostas pela mídia. E olhe que, mesmo nos elogios da imprensa estrangeira à obra de Niemeyer, altissonantes, nem por isso se deixou de observar, que as últimas obras não traziam a mesma marca de inventividade.

 

Que se leiam os artigos do Reinaldo Azevedo e de Leonardo Boff, confrontando-os com espírito aberto e de modo independente da preferência ideológica que se possa ter por um dos dois articulistas.

Muito bom também para instruir o debate é ver o que diz o próprio Oscar Niemeyer a respeito de política (efetivo tema central deste debate) em uma entrevista amiga postada no blog “ComTextoLivre”. Clique na imagem abaixo para ir à entrevista:

Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares (1907-2012) fala de política

Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares (1907-2012) fala de política: ele por ele mesmo.

Documentário “A verdade. Nada mais que a verdade” de Paulo Pavesi sobre o COMÉRCIO NA DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

Posted in Ação Solidária, Censura, contra a máfia da doação de órgãos, Dica, Imprensa e Mídia, propaganda enganosa with tags on 16/10/2012 by ehlsinore

Para ver a história de seu filho, Paulinho, clicar na imagem.

Gerente de Sistemas, Paulo Pavesi, há mais de 10 anos lutando contra a Máfia do Tráfico de Órgãos de Minas Gerais, ameaçado, graças à sua dupla cidadania (brasileira e italiana), solicitou e acabou obtendo, em 17 de setembro de 2008, aos 41 anos de idade, a proteção internacional do Governo Italiano na forma de asilo humanitário (sua condição atual, a respeito das dificuldades por ele enfrentadas no Brasil em decorrência de sua luta e o caminho do asilo, vide entrevista no blog de Jorge Roriz).

Desde a dramática morte de seu filho em 2000, vem estudando o transplante de órgãos no Brasil e no mundo, revelando os interesses político-financeiros envolvidos e passando a questionar não só a maneira como é conduzido mas também o procedimento em si.

Neste esclarecedor e inquietante documentário de 2009, cuja edição não foi finalizada, importantes questões e denúncias, até hoje não cabalmente respondidas, são postas com grande propriedade e rigor. Questões omitidas para a maioria da população e de interesse vital para cada um de nós.

O DOCUMENTÁRIO

Parte 1 –

Parte 2 –

Parte 3 –

Parte 4 –

Parte 5 –

Parte 6 –

Recordar é viver e ajuda a votar: Marina em agosto já alertava sobre o risco de se votar em Dilma

Posted in Eleições Brasil 2010, propaganda enganosa with tags , , on 26/10/2010 by ehlsinore

DILMA, propaganda enganosa?

(Abaixo matéria do jornal Estado de S. Paulo em 27.agosto.2010)

Em campanha no Sul do País, a candidata Marina Silva, do PV, fez críticas em relação ao desconhecimento geral sobre a biografia da candidata do PT, Dilma Rousseff. Em café da manhã em Curitiba nesta quinta-feira, 26, com lideranças do PV paranaense, Marina pediu ao povo brasileiro que “pense duas vezes” antes de fazer suas escolhas.

“Que o povo brasileiro pense duas vezes antes de entregar o futuro do Brasil para quem não conhecemos direito”, disse ela.

Marina fez uma comparação entre algumas figuras da política nacional para questionar a experiência de Dilma.”Nós conhecemos o presidente Lula, a gente conhecia o Fernando Henrique Cardoso, a gente conhece o Serra – eu discordo dele, mas conheço. O povo pode até discordar de mim, mas me conhece. Eu estou aí há 16 anos na política nacional”, afirmou Marina.

E em seguida concluiu: “Mas, com todo respeito à ministra Dilma, nós não conhecemos ela nesse lugar de eleita. Conhecemos como ministra de Minas e Energia, da Casa Civil e até respeitamos o trabalho dela, mas daí a ser presidente da República?.

Ainda na mesma linha, a candidata do PV ironizou, sem citar nomes, a indicação que Lula vem fazendo em favor de Dilma. “Quem aqui que se casa só por que chega alguém e diz: ‘casa com esse moço, é uma maravilha de moço’? Não, a gente quer conhecer a pessoa primeiro, não é isso?

Tribunal concede direito de resposta a Serra por inverdades na propaganda de Dilma no horário eleitoral.

Posted in Eleições Brasil 2010, propaganda enganosa on 20/10/2010 by ehlsinore

Foto Agência Estado. O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, conseguiu garantir ontem (19 Out) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o direito de responder a informações veiculadas na propaganda de sua adversária, Dilma Rousseff. Na propaganda de Dilma se disse que Serra teria sido um dos responsáveis pela privatização da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e que 31 estatais teriam sido privatizadas em São Paulo. Ambas as declarações eram falsas, como acataram os juízes, pois não só o número estava exagerado como a CSN foi privatizada no governo de Itamar Franco, e não no governo Fernando Henrique Cardoso, do qual Serra foi ministro na administração FHC. O episódio é mais um exemplo do despreparo da candidata Dilma Rousseff e dos factóides inventados pela campanha dilmista.

O que esconde a carta de Dilma Rousseff sobre aborto e liberdade religiosa? Recurso para combater ‘central de boatos’?

Posted in Direito à Vida, Eleições Brasil 2010, Liberdade Religiosa, propaganda enganosa on 16/10/2010 by ehlsinore

“A candidata do PT à sucessão presidencial, Dilma Rousseff, disse que a carta que divulgou na tarde de hoje, na qual se compromete a manter a legislação atual referente ao aborto, tem como objetivo combater o que chamou de ‘central de boatos’ supostamente organizada pelo PSDB contra sua candidatura. ‘A carta é uma manifestação e dá aos pastores que apóiam a minha candidatura os instrumentos necessários para combater a central de boatos que assola o País’, afirmou.

(…)

’A carta só serve para uma coisa muito elementar: para que a verdade triunfe’, afirmou a petista. ‘Não se pode instigar o ódio religioso para se ganhar eleição. Isso é algo medieval’, criticou ela, referindo-se a uma manifestação da mulher do candidato José Serra (PSDB), Mônica, de que Dilma é a favor da ‘morte de criancinhas’.”

(Na íntegra: 15/X/2010,19h53m, O Estado de S. Paulo.)

Pois bem, essas considerações da candidata Dilma Rousseff resumem bem o texto e o espírito da carta, a qual analisamos agora e  cuja íntegra acha-se adiante exposta.

Não pertenço ao PSDB e nunca votei no PSDB (se Deus assim o permitir dia 31 de outubro será a 1ª vez), e tudo aqui divulgado, como também por outros amigos e conhecidos sem qualquer vínculo com o PSDB, o foi de modo totalmente independente como cristãos compromissados com valores e ideais enraizados no Evangelho.

Onde está o boato?

Não é e nunca foi boato que essa senhora, candidata a presidente, Dilma Rousseff, apresentava-se a favor da descriminalização ou da legalização do aborto. Isso é de sobejo comprovado, basta ter olhos para ver e ouvidos para ouvir.

Também é um fato que o PT e movimentos a ele ligados, em diversos documentos oficiais, também assim se manifestaram. Apesar dessa realidade não deixei de votar para deputado federal em um candidato do PT, no caso Alessandro Molon, pois a lei de fidelidade partidária faculta em casos como esse a objeção de consciência para não seguir deliberações coletivas do partido (*).

[(*) observem, entretanto, não ser exatamente o caso previsto no Estatuto do PT, pois conforme o seu artigo 13, inciso XV, pode o filiado, grifos nossos, “excepcionalmente, ser dispensado do cumprimento de decisão coletiva, diante de graves objeções de natureza ética, filosófica ou religiosa, ou de foro íntimo, por decisão da Comissão Executiva do Diretório correspondente ou, no caso de parlamentar, por decisão conjunta da respectiva bancada, precedida de debate amplo e público”; ou seja pelo Estatuto do PT só há liberdade de consciência se o partido permitir. Vide ESTATUTO DO PARTIDO DOS TRABALHADORES]

Molon é um católico consciente dos valores cristãos, sério e ético, coerente, amplamente conhecido de seu eleitorado e que em não apenas uma vez seguiu contrário a todo o resto da bancada do PT na Assembleia Legislativa enquanto deputado estadual. Deus o mantenha assim. Esse é o patrimônio que o tornou o deputado federal do PT mais votado no Rio de Janeiro.

Tal não é o caso da candidata Dilma Rousseff. Ninguém sabia, e creio que não se possa dizer efetivamente ainda que alguém o saiba: quem é essa senhora e o que ela pensa efetivamente? Tirada do bolso do colete, imposta pelo presidente Lula goela abaixo do seu próprio partido, contra a vontade de vários segmentos internos e sem maiores debates no PT. Nunca disputou eleição alguma e é uma total desconhecida, a grande incógnita, já se apresenta com pretensões a presidência da República.

Ela tenta posar agora de católica e cristã, crente nesses valores, mas fala do que não entende e não acredita. É tão péssima nisso que chega a afirmar que, textualmente, mais que “em Deus, acredito na força dessa deusa mulher que é Nossa Senhora” [?!]. Nada contra um não cristão candidato a presidente da República, existem pessoas sérias, honestas e éticas não cristãs, mas um candidato que esforça por criar um mistificação a seu respeito? Querer passar algo que não é e do qual não entende minimamente, pode-se confiar e votar nele?

Veja o momento no qual, entrevistada por Datena no programa “Brasil Urgente” da Bandeirantes, Dilma Rousseff diz essa tremenda asneira:

Entretanto, quando algum eleitor consciente se empenha em ir a fundo, buscando desvendar a face da candidata, logo o cenho da senhora Dilma Rousseff se fecha e passa a vituperar contra tudo e contra todos, destilando preconceitos.

Quais os preconceitos manifestados na Carta-manifesto de Dilma?

Um, bem básico: acusa de “medieval” quem instiga ódio religioso. Então me dirão, Dilma é economista, não é historiadora e nem mesmo era do tempo em que sentada nos bancos escolares podia usufruir de professores bem instruídos no combate ao preconceito da Idade Média como era das trevas, que dizer algo assim se trata de um tremendo erro histórico. Tudo bem, concordo, relevemos esse aspecto.

Não se pode, porém, aceitar que alguém com um mínimo de raciocínio atribua como próprio a um só período histórico, no caso o medieval, a existência de ódios religiosos. Tal realidade, infelizmente, podemos encontrá-la em qualquer quadrante da história e, se examinarmos com atenção, ainda poderemos constatar que tais ódios nunca são criados pela própria religião e sim pela sua instrumentalização política.

Pode-se ainda perguntar o porquê dessa referência desabrida ao período medieval: seria um ataque velado à Igreja Católica costumeiramente identificada com tal época? Revelaria um desconforto ao seu recentíssimo comportamento devoto? Mas nunca houve um pedido para que assim ela agisse, apenas se desejava que revelasse claramente as suas intenções e idéias.

Há ainda um segundo preconceito de fundo que diz respeito às pessoas que têm uma vida religiosa efetiva e a levam a sério em suas vidas. Estado laico não é estado laicista. O laicismo persegue as religiões, as amordaça, busca impedir as suas manifestações públicas. Já o Estado laico, não. Permite ele o convívio entre as religiões e entre quem é religioso e os agnósticos, ateus, espiritualistas e indiferentes. O Estado laico não assume uma religião como sendo a sua oficial ou mesmo qualquer credo, incluído nisso o credo ateísta, como um credo particular ao qual dá chancela oficial. Nele, no Estado laico, não há cidadãos de 2ª categoria, todos podem se manifestar livremente. E manifestar livremente implica dizer as razões que os movem em determinada questão, quais são os critérios de discernimento.

Por que só os sem religião podem apresentar as suas razões e critérios? Por que os com religião deveriam ocultar uma parte de seu ser? A candidata Dilma Rousseff exibe tal atitude preconceituosa: opinião de um religioso só vale quando coincide com a sua, quando é para apoiá-la. Se discorda é porque estaria destilando ódio religioso, num esforço de confinar os discordantes em um gueto e amordaçá-los.

E para dar mais força ao seu argumento vem falar em liberdade religiosa como se em algum momento ela tivesse sido ameaçada. Alguma religião porventura foi atacada? Onde? Quando? Como? Desde quando o abortismo tornou-se uma religião?

Configurar o debate sobre aborto como um conflito entre religiões é um exercício de mistificação cujo objetivo, além de distrair a atenção das principais questões, é poder granjear, à candidata Dilma Rousseff o falso título de paladina da liberdade religiosa. Trata-se de uma bandeira mentirosa, inventando um problema que nunca houve durante a campanha e que revela o seu verdadeiro espírito intolerante.

Há ainda um sofisma que precisa ser desmontado. Dizia Dilma, e ecoam os seus adeptos, não ser ela a favor do aborto, mas apenas a favor da descriminalização do aborto. Seriam duas coisas completamente distintas. Ora, para quem milita na luta pela vida não é de hoje, combatendo todas as manifestações de cultura morte, entre elas o aborto, só pode é sorrir diante de um argumento tão pueril.

Sempre o que se tratou na luta em torno do aborto, o que definiu a existência claramente de dois campos, era um que se autodefinia, em inglês, como pro choice, a favor da mulher ter total liberdade de escolha em definir se faz o não aborto, e daí a necessidade de legislações permissivas que o descriminalizassem, e outro lado autoproclamado pro life, a favor de manter e ampliar as legislações restritivas ao aborto, ou ao menos criar mecanismos de defesa ao indefeso (vide o Estatuto do Nascituro), pois não cabe ao ser humano, ainda mais diante de um inocente e indefeso, escolher entre matar ou não matar. A vida humana, pois, deve ser preservada, em sua plenitude. Daí que quando se diz ser alguém a favor do aborto, subentende-se se tratar de alguém a favor da sua liberalização legal ou descriminalização.

Não nos enganemos com a carta.

A carta é uma coleção de afirmações genéricas. No afã de apresentar algo de concreto sem se comprometer muito, inclui um o PNDH3, mas apenas pra dizer o que todos já sabem: “está sendo revisto”. E, verdade seja dita: bem antes dos embates eleitorais a reação da sociedade aos seus absurdos e inconstitucionalidades foi tão grande que o Governo Lula se viu obrigado a assumir a sua revisão.

Aspectos positivos na carta poderiam ser indicados dois: 1º) consolida o recuo da candidata em não pretender descriminalizar o aborto e 2º) sobre o PLC 122, afirma jamais sancionar “artigos que não violem a liberdade de crença, culto e expressão e demais garantias constitucionais individuais”.

Todavia, mesmo aqui, impõe-se relativizar tais vitórias. O primeiro revela-se uma faca de dois gumes. De um lado, caso essa declaração seja traduzida em atos na eventualidade de sua eleição, colocaria a hoje candidata em rota de colisão contra os diversos grupos que militam na direção de ampliar a possibilidade de realização de abortos no Brasil.

Por outro, tal compromisso pode servir para se ir também contra a luta de quem é verdadeira e efetivamente a favor da vida e hoje, por exemplo, batalha pela aprovação do Congresso do Estatuto do Nascituro, o qual náo modifica a legislação vigente, mas busca criar reais condições de sobrevivência e qualidade de vida para o nascituro, mesmo em casos de estupro.

O imaginado segundo aspecto positivo, em relação à PLC 122, não passa do reconhecimento do óbvio, como o próprio texto da carta assume. Permitir, com a desculpa de homofobia, a criminalização de quem opina, seguindo a Bíblia, ser a homossexualidade um pecado (o que não implica em ódio aos homossexuais se lembrarmos que o Evangelho reitera como atitude adequada não compactuar com o pecado, mas amar o pecador), redundaria em inúmeras ações de inconstitucionalidade, pois são garantidas pela nossa Carta Magna a liberdade de crença, culto e expressão.

Assim, não nos iludamos.

Movida por interesses eleitoreiros, premida pela ida da candidata ao segundo turno, a tão prometida carta se esforça por lançar uma cortina de fumaça sobre as questões polêmicas que diz enfrentar. Além de não enfrentá-las, exibe um ânimo agressivo por baixo dessa calculada trapalhada, fingindo ser boato e calúnia o fato sobejamente comprovado da candidata ter se manifestado em diferentes ocasiões a favor da descriminalização do aborto.

Ao chamar de sórdida a ação também de quem legitimamente a questiona,  e nesse questionamento segue uma linha de raciocícino  suficentemente fundamentada, ao tentar desqualificar indiscriminadamente quem não a apóia, a candidata Dilma Rousseff exibe o quão pouco satisfeita está com o seu próprio manifesto, com o fato de tê-lo apresentado.

Preferiria manter a atitude anisotrópica (vide Dilma, a anisotrópica) do primeiro turno? Haveria um desconforto seu pelas genéricas declarações expressas em sua carta-manifesto? Expressariam, de fato, tais declarações o íntimo de suas convicções? Parece, então, atender a carta, isso sim, apenas o intuito de ganhar as eleições a qualquer preço. A leitura atenta da carta, nos seus finalmente, resulta numa pergunta a martelar a cabeça: o que esperar de uma candidata, caso chegue à presidência, movida por tanto rancor?

ÍNTEGRA DA CARTA ABERTA DE DILMA ROUSSEF

Dirijo-me mais uma vez a vocês, com o carinho e o respeito que merecem os que sonham com um Brasil cada vez mais perto da premissa do Evangelho de desejar ao próximo o que queremos para nós mesmos. É com esta convicção que resolvi pôr um fim definitivo à campanha de calúnias e boatos espalhados por meus adversários eleitorais. Para não permitir que prevaleça a mentira como arma em busca de votos, em nome da verdade quero reafirmar:

1. Defendo a convivência entre as diferentes religiões e a liberdade religiosa, assegurada pela Constituição Federal;

2. Sou pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto;

3. Eleita presidente da República, não tomarei a iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto e de outros temas concernentes à família e à livre expressão de qualquer religião no País.

4. O PNDH3 é uma ampla carta de intenções, que incorporou itens do programa anterior. Está sendo revisto e, se eleita, não pretendo promover nenhuma iniciativa que afronte a família;

5. Com relação ao PLC 122, caso aprovado no Senado, onde tramita atualmente, será sancionado em meu futuro governo nos artigos que não violem a liberdade de crença, culto e expressão e demais garantias constitucionais individuais existentes no Brasil;

6. Se Deus quiser e o povo brasileiro me der, a oportunidade de presidir o País, pretendo editar leis e desenvolver programas que tenham a família como foco principal, a exemplo do Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e tantos outros que resgatam a cidadania e a dignidade humana.

Com estes esclarecimentos, espero contar com vocês para deter a sórdida campanha de calúnias contra mim orquestrada. Não podemos permitir que a mentira se converta em fonte de benefícios eleitorais para aqueles que não têm escrúpulos de manipular a fé e a religião tão respeitada por todos nós. Minha campanha é pela vida, pela paz, pela justiça social, pelo respeito, pela prosperidade e pela convivência entre todas as pessoas.

Denúncia em Imagens

Posted in Consumidor, propaganda enganosa with tags , , on 26/09/2009 by ehlsinore

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