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A CRUZ E A REDE DE DORMIR: palestra na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), dia 6 de maio

Posted in Brasilidade, Cristandade, Cultura, Etnicidade, Identidade with tags , , , , , on 01/05/2014 by ehlsinore

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Escultura que pretende retratar a unidade religiosa é vista como ofensiva

Posted in Cultura, Evento, Identidade with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 25/02/2010 by ehlsinore

Stairway to Heaven (Escadaria para o Paraíso), escultura de autoria do espanhol Eugenio Merino (nasc. em Madri, 1975), que retrata três homens rezando um em cima do outro (um muçulmano tem sobre si um sacerdote católico e sobre os ombros do padre vê-se um rabino judeu) foi vendida a um colecionador belga cuja identidade não foi divulgada por 45 mil euros (R$ 112 mil) em três minutos após a abertura da 29ª edição da Feira de Arte Comteporânea de Madri (ARCO 2010), uma das duas maiores do mundo, em 17/02/2010.

Ao lado dela, aparece outra escultura que une uma metralhadora Uzi com uma menorá (candelabro ritual judaico).

Em uma edição que acolhe Los Angeles (dos EUA) como cidade convidada e conta com participação de 218 galerias de 25 países, convertendo Madri na capital da arte contemporânea, expondo as últimas tendências do panorama internacional, o destaque foi tomado pela polêmica em torno da obra, mesmo depois da ARCO ter se encerrado (aberta ao público até o dia 19, o evento concluiu-se no último dia 21)

A primeira reclamação veio, logo no dia de abertura do evento, da embaixada de Israel em Madri que emitiu uma nota à direção da feira identificando em tais peças “elementos ofensivos para judeus, israelitas e certamente para outros”.

Para a embaixada as esculturas transmitem “uma mensagem cheia de preconceitos, estereótipos, provocações gratuitas e que fere a sensibilidade por mais que busque ser uma obra artística”.

A Conferência Episcopal da Espanha também reclamou. Através de comunicado à Arco os representantes do alto clero descreveram a peça com os religiosos como “provocação blasfema absolutamente desnecessária”.

Mas apesar das reclamações, a galeria espanhola ADN onde se acha exposta a obra, diz não temer represálias e afirma não entender a polêmica levantada pela escultura que, nas palavras de seu proprietário Miguel Ángel Sanchez, entrevistado pela BBC Brasil, “deveria ser vista pelo lado positivo de um encontro religioso porque não há nada de ofensivo ali”.

Já o artista explica: “A minha ideia era representar uma imagem de coexistência entre as três religiões fundamentais. Destacar o esforço comum, para chegar a Deus, de uma forma quase literal. Por isso a Stairway to Heaven, em que eles próprios fazem uma torre para chegar a Deus”.  Para o próprio o problema “não é a obra dele”, mas as interpretações: “se as mentes fechadas querem ver outra coisa, aceito a crítica. Só que eles também têm que aceitar meu trabalho” e insisti, também para a BBC Brasil: “Cada um é livre para pensar o que quiser. Fiz uma peça que fala da unidade de religiões. Uma torre com as três grandes religiões que se juntam para chegar ao mesmo fim, que é Deus”.

Entretanto o artista ressalva a segunda escultura, que mistura a arma com o candelabro, admitindo-a como passível de afetar a sensibilidade de alguns fiéis: “É verdade que a metralhadora é uma Uzi, uma arma de Israel famosa nos conflitos com os palestinos. Mas a intenção foi reciclar os elementos para transformar em uma coisa que não mata. No fundo a peça trata da paz”.

Veja outras obras de Eugenio Merino expostas anteriormente:

"Still Staying Alive"

"Viva Fidel Zombie" na ARCO 2008

"Punching Bush"

"Acorralado"

(Fontes: Anelise Infante, de Madri para a BBC Brasil, para as declarações citadas excetuando a grifada; Ángel Díaz para a Agência EFE, de onde se traduziu a declaração grifada; A. Pedro Correia no blog Aventar para as obras anteriores de Merino)